sábado, 27 de outubro de 2018

Roberto Dias - O craque Tricolor dos anos 60

Com informações do site oficial do São Paulo FC
Foto: Arquivo Histórico do São Paulo FC

Roberto Dias foi um dos melhores jogadores da história do São Paulo FC

A década de 60 não foi a das melhores para o São Paulo. Com os grandes times de Santos e Palmeiras, além da construção do Morumbi, o Tricolor ficou sem título no período. Porém, alguns grande craques vestiram a camisa do clube, como Roberto Dias, autêntico craque e ídolo por tudo o que jogou e representou para a torcida naqueles difíceis momentos.

Filho de ex-jogador de futebol (Osvaldinho, ponta da Portuguesa Santista, SPR e Comercial da Capital), Roberto Dias Branco era são-paulino desde pequeno, quando morava no Canindé e convivia com o Tricolor no mesmo bairro. De família humilde, não tinha condições de comprar uma bola para jogar na rua, mas a técnica que possuía lhe comprava uma vaga: era sempre o primeiro a ser escolhido pelo dono da pelota.

Com 16 anos, em 10 de março de 1959, Dias entrou nas categorias de base do São Paulo, realizando um sonho. No começo, o jogador mal recebia uma ajuda de custo – ganhava, entretanto, leite, carne e ovos, que entregava para a mãe, Leni. Todo o esforço foi rapidamente recompensado. Rapidamente estreou no time principal do Tricolor (como amador) e, ainda em 1960, Roberto foi convocado pela CBD para participar da Seleção Brasileira nos Jogos Olímpicos de Roma. Lá, formou o meio-campo do time canarinho com outro futuro craque: Gerson.

A década de 60, para o São Paulo, foi sofrida. O clube dedicava-se para terminar a construção do gigante estádio do Morumbi, sozinho, e passava por um longo período sem títulos. Mesmo assim, pela grande qualidade que detinha, Roberto Dias foi o grande ícone da torcida são-paulina naquele período. A reposição de bola era sempre com ele, que a lançava onde bem queria. Era também um ótimo cobrador de faltas e muito hábil com a redonda nos pés: são famosos os chapéus que aplicava em Pelé, que o reconhecia também como o seu melhor marcador.

Em 1966, chegou a ser um dos pré-convocados para a Copa do Mundo, mas não foi relacionado para a lista final que foi à Inglaterra. No ano seguinte, superando o fato, foi eleito o “Atleta do Ano”. Em 1970, o fim de jejum de títulos: Campeão Paulista, ao lado de Gerson, Toninho Guerreiros e ouros craques. O feito se repetiria no ano seguinte, mas não do jeito ideal. Roberto Dias não entrou em campo em nenhum jogo, pois em 29 de novembro de 1970, o jogador sofreu um infarto. Ficou afastado do futebol por quase dois anos, fazendo somente dois jogos durante esse tempo. Pouco depois deixou o Tricolor e obteve destaque jogando no México, onde foi treinado por Mauro Ramos de Oliveira, no Jalisco.

Aposentado, voltou ao São Paulo para treinar garotos no clube social, em 1987, o que fez com maestria até sofrer um novo problema cardíaco, em 25 de setembro de 2007. Roberto Dias faleceu no dia seguinte, mas o nome dele se perpetuou na história do São Paulo: desde 2008, em homenagem ao atleta, o centro de instrução de esportes aos jovens associados do Tricolor foi batizado como "Centro de Orientação Desportiva Roberto Dias Branco".
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