Zizinho no Bangu

Por Lucas Paes

Zizinho foi um dos maiores ídolos da história do Bangu

Se estivesse vivo, Tomás Soares da Silva, ou Zizinho, completaria neste dia 14 de Setembro 97 anos de idade. Falecido em 2002, o antigo meia atacante era um dos destaques da Seleção Brasileira que perdeu a Copa do Mundo de 1950, no histórico Maracanazzo. Mas por clubes, fez uma carreira gigante, e uma de suas mais brilhantes passagens foi no Bangu, do Rio de Janeiro. 

Começando a carreira no Flamengo, Zizinho foi considerado o maior ídolo rubro-negro até surgir um certo Zico. Depois de 329 jogos e 146 gols pelo Mengão, o jogador foi adquirido a peso de ouro pelo Bangu, pouco antes da Copa de 1950, onde seria o melhor jogador. É, sem sombra de dúvidas, a maior contratação já feita pela equipe de Moça Bonita, mesmo contando os anos dourados do vice-campeonato brasileiro e de aventuras pela América do Sul. 

Logo mostrou serviço pelo alvirrubro, encantando os torcedores com seu excelente futebol. Logo no ano de 1951, chegou ao vice-campeonato carioca com a equipe. Ao longo dos anos, mesmo sem conseguir uma tão sonhada taça, encantou os torcedores banguenses com atuações maravilhosas, incluindo uma atuação onde marcou cinco gols na mesma partida. Foram sete anos atuando com a camisa alvirrubra. 

É considerado o maior jogador da história do Bangu. Fez 274 jogos e 122 gols, sendo o quinto maior artilheiro da história do clube. Apesar disso, conseguiu apenas ser vice-campeão estadual em 1951 e conquistar dois torneios inícios cariocas e um do Rio-SP. Como marca individual, o Mestre Ziza conseguiu a artilharia do Campeonato Carioca de 1952. 

Deixou o Castor em 1957, rumando ao São Paulo, onde precisaria de apenas um ano para marcar seu nome na história tricolor. Voltou ao Bangu como treinador em 1961 e 1965. Nesta segunda passagem, conseguiu outro vice-campeonato carioca. Após a curta carreira na casamata, passaria a ser fiscal de rendas do estado do Rio de Janeiro, profissão que exerceu até sua aposentadoria. Faleceu em 2002, vitima de problemas cardíacos. Jamais será esquecido pelo legado que deixou no futebol, já que a bola, se pudesse, com certeza citaria seu nome como um de seus maiores companheiros.
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