segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Edu na Seleção Brasileira

Por Victor de Andrade

Foram 50 jogos e 12 gols com a camisa da Seleção Brasileira (foto: arquivo CBF)

Um dos grandes jogadores da história do futebol brasileiro, Jonas Eduardo Américo, ou simplesmente Edu, marcou sua carreira por bater recordes de precocidade. O ponta-esquerda acabou estreando muito cedo no futebol profissional e conseguiu grandes façanhas, muito antes de até completar 20 anos.

Nascido em Jaú, no dia 6 de agosto de 1949. Começou a jogar futebol ainda jovem e foi levado ao Santos FC, onde estreou profissionalmente em 1966, antes de completar 17 anos. No Peixe, logo de cara, mostrou que era muito acima da média e logo conquistou espaço no time titular da equipe, ainda mais que o dono da ponta-esquerda, Pepe, já começava a entrar no final da carreira.

Edu chamou tanto a atenção que seu nome entrou na primeira lista de convocados para a preparação para a Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra. Na preparação, acabou estreando com a "amarelinha" em 5 de junho de 1966, em uma vitória do Brasil sobre a Polônia, no Mineirão, por 4 a 1. Com 16 anos e 9 meses e 28 dias, tornou-se o segundo atleta mais novo a defender a Seleção, ficando atrás somente de Pelé.

Em seu segundo jogo pela Seleção, três dias depois, contra o Peru, no Maracanã, ele marcou um dos três gols do Brasil na vitória por 3 a 1. Suas atuações convenceram Vicente Feola a levá-lo para a Inglaterra. É até hoje o jogador mais novo a ser convocado para uma Copa do Mundo. Porém, acabou não entrando em campo.

O Brasil foi mal na Copa de 1966, mas Edu continuou sendo nome constante na Seleção e virou o titular da ponta-esquerda. Foi um dos grandes nomes da equipe dirigida por João Saldanha, "As Feras de Saldanha", que classificou a Seleção para o Mundial de 1970, no México. Edu era um dos jogadores de confiança do treinador.

Porém, João Saldanha foi demitido antes da Copa e Zagallo mudou a equipe, levando Edu para o banco de reservas. Em sua posição, jogando com um falso ponta, foi escalado Rivellino. Edu chegou a entrar na partida contra a Romênia (vitória por 3 a 2), no lugar de Clodoaldo, mas esta foi sua única participação na equipe que levou o tricampeonato.

Mesmo tendo sido preterido por Zagallo na Copa de 1970, Edu continuou sendo convocado pelo Velho Lobo no ciclo do Mundial de 1974 e acabou indo para a Alemanha Ocidental. Porém, foi titular apenas contra o Zaire, no jogo que classificou o Brasil para a segunda fase. Mas, depois deste jogo, não entrou mais em campo na campanha onde a Seleção ficou em quarto lugar.

Seu último jogo pela Seleção Brasileira aconteceu em 1976, mais precisamente no dia 6 de outubro, onde os campeões de 1970 fizeram um amistoso contra o Flamengo, no Maracanã, em homenagem ao meia Geraldo, que atuava pelo Flamengo e já tinha passagem pela Seleção, que faleceu em uma cirurgia na garganta. O Rubro Negro venceu por 2 a 0. Esta foi a despedida de Edu da "amarelinha". No total, ele fez 50 jogos e 12 gols pelo Brasil.
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