sexta-feira, 27 de julho de 2018

A Sampdoria campeã italiana em 1991

Por Lucas Paes
Fotos: arquivo Sampdoria

Jogadores comemoram o título, o único scudetto conquistado na história da Sampdoria

Em um dos desvios do mundo da Bola imprevisível, a Série A Italiana virou um torneio de um time só nos últimos tempos. Mas nem sempre foi assim, pois durante boa parte da história, a Liga Italiana era considerada a mais forte do planeta, principalmente nos anos 1980 e 1990. Neste período, não só os times grandes ganhavam títulos, como alguns pequenos incomodavam demais e até levavam o Scudetto para casa. Foi assim em 1991, quando a surpreendente Sampdoria levou o título da Série A. 

A transformação da Samp começa com a chegada de Paolo Montovani a frente do clube. Com seus milhões, o magnata ajudou no trabalho espetacular que a Samp teria entre o final dos anos 1980 e o meio dos anos 1990 nas montagens de suas equipes. Antes de mais nada porém, havia na casamata o comandante Vladmir Boskov, mente por trás daquele time sensacional dos genoveses. Ele assumiu o time que já havia conquistado uma histórica Copa Itália, com duas lendas em seu ataque: Mancini e Vialli. 

Antes daquela temporada mágica na Série A, o time empilhou alguns títulos de Copa Itália. A contratação de Toninho Cerezo deu uma nova cara a equipe, que era veloz e contava com a chegada de Toninho como elemento surpresa. A equipe, que já contava com nomes como o de Cerezo, Mancini, Vialli, Vierchowood, se reforçou com as chegadas de Kantanec e Lombardo, montando a base da equipe que levaria o Scudetto para a casa. Na temporada anterior, uma mostra enorme de força ao vencer a Recopa Europeia em cima do Anderlecht.

Gianluca Vialli e Roberto Mancini formavam uma grande dupla

Bem organizado, rápido e mortal no ataque, com os “gêmeos” Vialli e Mancini, a equipe de Genova. Em casa, o time jogava pra cima de seus adversários, não a toa acabou vencendo 13 de seus 17 jogos nos seus territórios. Já fora, a equipe era mais cautelosa e contida, porém eficiente. Tomou apenas oito gols jogando longe do Luigi Ferraris, uma estatística impressionante até para os dias atuais. 

O início da Samp foi avassalador. O time se manteve invicto por nove jogos, neste meio tempo, empate com a Juventus em Turim, vitória sobre o Milan em pleno San Siro e goleada pra cima do Napoli dentro do San Paolo. A partir dali, a equipe decaiu, porém acabou vencendo a Inter, fora de casa e a Roma, em casa, antes do fim do primeiro turno, terminando a parte inicial do campeonato na quarta colocação, dois pontos atrás da líder Inter, numa época em que o triunfo valia apenas dois pontos. 

Só que o começo do segundo turno foi avassalador. O time venceu 8 jogos nas primeiras 9 partidas do returno, incluindo ai vitória diante da Juve e goleada pra cima do Napoli, por 4 a 0. Os Blucerchiati assumiram a liderança na 25ª rodada. E pareciam predestinados, já que mesmo quando tropeçavam, viam seus concorrentes também vacilarem. A partida mais decisiva do título, talvez, tenha vindo na 31ª rodada, no San Siro, diante da Inter. Naquele dia, os Nerazzurri sucumbiram diante de Vialli e Mancini, que deram a vitória a Samp por 2 a 0. Eram quatro pontos de vantagem à três rodadas do fim, só um desastre tirava o título da Sampdoria.

Toninho Cerezo era a experiência no meio de campo

A conquista veio na penúltima rodada, em casa, diante do Lecce, com gol brasileiro, inclusive. A equipe de Genova venceu por 3 a 0, com gols de Mannini, Toninho Cerezo e Vialli. Ao fim das 34 rodadas, foram 20 vitórias, onze empates e apenas três derrotas. Vialli foi artilheiro da liga, com 19 gols, Mancini fez 12. A Samp marcou 57 e sofreu 24. Foi uma campanha absolutamente inquestionável e um título para a história. 

Apesar de perder a Copa para a Roma, a equipe venceu a Supercopa e fez um feito enorme na temporada seguinte, quando abriu as asas na principal competição europeia e com excelente campanha chegou a final da competição, sendo, porém, derrotada pelo Barcelona. Apesar disso, é impossível negar o tamanho daquele time para a história da Samp, que conquistou os maiores títulos de sua história naquele período. O clube inclusive está desde 1995 sem ganhar sequer um título, o que mostra o tamanho daqueles anos.
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