A Batalha de Berna - A primeira eliminação do Brasil em quartas de Copa

Com informações do site oficial da CBF

O Brasil acabou perdendo o jogo por 4 a 2 para a grande sensação do momento: a Hungria

Nesta sexta-feira, dia 6, o Brasil perdeu para a Bélgica, por 2 a 1, em Kazan, e foi eliminado nas quartas-de-final da Copa do Mundo Rússia 2018. Foi a sexta vez em que o time canarinho acabou saindo de um Mundial nesta etapa do torneio. A primeira vez que isto aconteceu foi em 1954, na Suíça, quando os brasileiros foram derrotados pela Hungria, a grande sensação do futebol naquele momento, por 4 a 2, e depois do apito final houve uma briga generalizada, fazendo com que a partida ficasse conhecida como "A Batalha de Berna".

No dia 25 de maio de 1954, a delegação partiu, em voo da PanAir, para a disputa da Copa do Mundo na Suíça. A estréia na primeira fase foi tranquila. Mais uma vez o Brasil enfrentava o México, ao qual derrotou com facilidade por 5 a 0. O segundo adversário foi a Iugoslávia, no final, empate por 1 a 1.

Para definir os adversários da segunda fase foi realizado um sorteio na cidade de Berna, aconteceu o que todos temiam. Nossa adversária, no dia 27 de junho, seria a poderosa seleção húngara de Grocsis, Boszik, Kocsis e Czibor, sem o astro Puskas, que, se recuperando de uma contusão, não disputou a partida.

A Hungria foi melhor na partida

O Brasil entrou em campo muito tenso e com 10 minutos de jogo a Hungria já vencia por 2 a 0, no primeiro gol Pinheiro perdeu o equilíbrio e escorregou, a bola sobrou para Hidegkuti, que livre marcou o primeiro gol aos 4 minutos. Passados três minutos e veio o segundo, o ataque húngaro trocou passes e Kocsis lançado em posição duvidosa cebeceou encobrindo Castilho e marcando o segundo gol.

O Brasil colocou os nervos no lugar começou a se arrumar em campo. Aos 18 minutos, Humberto Tozzi lançou Índio na área, o atacante foi derrubado po Lorant, Djalma Santos cobrou o pênalti diminuindo o placar para 2 a 1. O Brasil começou a pressionar equilibrando o jogo, mas o primeiro tempo terminou sem alterações no placar.

Veio a segunda etapa e ambas as seleções realizaram diversas jogadas de ataque sem, contudo, levar um perigo real para os goleiros. Até que, aos 15 minutos, numa disputa normal de jogo entre Pinheiro e Czibor o árbitro inglês, Arthur Ellis marcou pênalti. Lantos cobrou e aumentou para 3 a 1. Novamente o Brasil reagiu e Julinho diminuiu aos 20 minutos; logo em seguida, Didi acertou a trave do goleiro húngaro. Aos 26 minutos, Nílton Santos e Boszik trocaram socos e foram expulsos.

Em seguida o Brasil perdeu duas oportunidades de empatar a partida com Julinho e Humberto Tozzi que acertou a trave húngara. Aos 42 minutos, novamente lançado em posição duvidosa, Kocsis fechou o placar em 4 a 2. Logo depois, Humberto Tozzi perdeu a cabeça e deu uma voadora em Buzánszky, sendo expulso.

A confusão no final da partida

Mal Arthur Ellis apitou o fim do jogo, uma verdadeira batalha começou. Puskas, que assistira ao embate das arquibancadas, desceu ao gramado e provocou Pinheiro na entrada do vestiário. O zagueiro canarinho, chegado num "fuzuê", revidou e todos os jogadores se envolveram na confusão. Maurinho deu uma cusparada em Lantos. Um policial que foi correndo apartar a briga, tomou uma rasteira do radialista brasileiro Paulo Planet Buarque e caiu estatelado no gramado.

A polícia revidou e jornalistas e dirigentes acabaram se envolvendo numa confusão generalizada. O técnico Zezé Moreira viu um gringo de terno correndo em direção ao vestiário e não teve dúvidas; com as chuteiras que Didi trocara durante o jogo e estavam em suas mãos, atirou as mesmas no rosto do gringo. Posteriormente soube-se que o agredido era o ministro do Esporte da Hungria, Gustavo Sebes.

O árbitro brasileiro Mário Vianna, que já havia apitado uma partida na competição foi ao microfone de uma rádio para dizer que o árbitro inglês Arthur Ellis fazia parte de um complô comunista para classificar a Hungria. O "apitador" foi excluído da competição e a Hungria seguiu na Copa, perdendo a final para a Alemanha.
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