quarta-feira, 6 de junho de 2018

Geração 2000

Por Felipe Saúda


A vexatória goleada sofrida para a Alemanha na última Copa do Mundo, trouxe à tona muitos questionamentos. Um deles era: Será que o Brasil, rico em “pé de obras” estava sofrendo com uma estiagem de talentos? 

Muitos foram taxativos ao creditar o vexame contra a Alemanha à falta de brilho daquela seleção. Hoje sabemos que não foi só isso, já que uma parte considerável do grupo de 2014 está voando nas mãos de Tite. Mesmo assim, não devemos condenar aqueles que diziam que a seleção não tinha tanta reserva de talento. 

Se comparada a outras disputas de Copas, sem dúvida nenhuma os selecionados de 2010 e 2014 estavam muito abaixo daquilo que o brasileiro está acostumado a admirar. Sendo assim, tornou-se inevitável pensar que a tendência das próximas gerações era de queda técnica acentuada.

A grande estrela do Flamengo já está vendido para o Real Madrid

Como será a geração 2000? Essa era uma pergunta recorrente no inicio do milênio. Estamos em 2018, portanto ainda é cedo para cravar algo, já que os nascidos no novo milênio ainda não chegaram nem perto de atingir sua maturidade, como jogadores de futebol. 

Porém, hoje já é possível projetarmos alguns talentos que dificilmente não darão o que falar no mundo do futebol. O primeiro desta leva a despontar foi Vinicius Junior, que com apenas 16 anos, só não fez chover na disputa do sulamericano sub 17. As exibições magistrais do garoto chamaram a atenção do Real Madri, que pagou a bagatela de 45 milhões de euros para ter o garoto, mesmo antes que ele houvesse pisado em campo como jogador profissional. 

Outro garoto que chamou a atenção neste mesmo torneio foi o atacante Paulinho, do Vasco. Jogador que alia velocidade, técnica e bom porte físico, chegou com tudo no profissional do cruz-maltino. As boas exibições no Brasileirão do ano passado e nas fases prévias da Libertadores deste ano, atraíram os olhares dos alemães do Bayer Leverkusen, que pagaram 18 milhões de euros por ele.

Paulinho foi negociado com o Bayer Leverkusen

No Brasil, quando o assunto é revelar jovens jogadores, o nome do primeiro clube que vem a cabeça é o Santos. Celeiro de craques como Pelé, Robinho e Neymar, a Vila parece estar brindando o mundo com um novo raio. Trata-se de Rodrygo. Com apenas 17 anos recém-completados, o garoto já era uma referência nas categorias de base, mas sua ascensão ao profissional foi meteórica. 

Alçado ao time de adultos, no ano passado, pelo então técnico interino Elano, Rodrygo atuou poucos minutos no Brasileirão do ano passado. Já este ano, com a crise financeira que não permitiu que o clube se reforçasse, o garoto ganhou mais oportunidades e mostrou que é uma joia do futebol brasileiro. 

Seus dribles desconcertantes, aliados a velocidade, visão de jogo e faro para o gol, fazem de Rodrygo um dos mais promissores atacantes do futebol brasileiro. Tanto que já despertou a cobiça do Barcelona que teve sua primeira proposta de 30 milhões de euros recusada pelo Peixe.

Rodrygo é mais uma joia da base do Santos FC

Sem dúvida nenhuma, Vinicius Junior, Paulinho e Rodrygo, são talentos que vieram ao mundo para brilhar, junto com outras promessas como Lincon do Flamengo e Lucas Lourenço e Yuri Alberto do Santos. Além deles outros tantos talentos nascidos do ano de 2000 em diante irão surgir garantindo assim um futuro em águas calmas para o futebol brasileiro. 

Só para constar: Você está sentindo falta do Pedrinho do Corinthians? Ele é craque sim, e tem muito futuro com a Seleção Brasileira, mas ao contrário dos citados, não nasceu depois do ano 2000, o que não diminui seu potencial.
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