quinta-feira, 28 de junho de 2018

E deu Colômbia, para a tristeza dos senegaleses

Por Victor de Andrade
Fotos: Getty Images.com/Fifa.com

Senegaleses tristes e Cuadrado comemorando: a Colômbia se garantiu nas oitavas

Parecia que tudo ia dar certo para o Senegal nesta quinta-feira, dia 28, na Arena Samara, pela última rodada do Grupo H da Copa do Mundo Rússia 2018. Liderando a chave, ao lado do Japão, os africanos precisavam apenas de um empate para avançar às oitavas da competição. E estava se encaminhando para isto, mas Yerry Mina marcou, colocou a Colômbia na próxima fase e os senegaleses ficaram de fora pelo número de cartões.

O quadro do Grupo H era o seguinte: Senegal e Japão empatavam em primeiro lugar da chave, com quatro pontos, mesmo número de saldo e gols marcados. A Colômbia, com três, tinha que vencer os africanos para não depender de outros resultados e a Polônia, que iria encarar o Japão, estava fora. E o começo do jogo entre senegaleses e colombianos mostrava que tudo estava sob controle do time do país cuja a capital é Dacar.

Quase que a situação melhorou aos 19 minutos, quando o árbitro marcou pênalti em cima de Mané, o grande astro senegalês. Porém o VAR entrou em ação e a infração foi anulada. Se fizesse 1 a 0 naquele momento do jogo, era bem provável que o Senegal cravaria sua classificação. Mas ainda tinha muita água para rolar. Aliás, para piorar a situação colombiana, James Rodriguez sentiu a contusão que o fez não sair jogando na estreia e foi substituído. Os cafeteiros estavam sem um de seus melhores jogadores.

No segundo tempo, tudo mudou. No outro jogo, a Polônia, que estava fora, fazia 1 a 0 no Japão, gol de Bednarek, aos 14'. Pasmem, os japoneses estavam fora e o empate em 0 a 0 colocava Senegal e Colômbia na outra fase da Copa do Mundo. Era uma situação de se fazer um jogo de compadres? Talvez, mas não foi o que aconteceu.

No começo, parecia que o Senegal iria se classificar sem sustos

Com medo de sair um gol japonês na outra partida e contando ainda com a sonolência senegalesa, que parecia estar tranquilo, achando que a classificação estava garantida, a Colômbia foi para cima, em busca do tento que o garantiria na próxima fase da competição, sem depender do outro jogo. E foi o que aconteceu aos 29': em escanteio cobrado pela direita, o zagueiro Yerry Mina subiu mais que todo mundo e abriu o marcador. Foi o segundo gol do ex-palmeirense na Copa.

Com o gol colombiano, o cenário mudou. O time cafeteiro assumia a primeira posição da chave, com seis pontos, e deixava Japão e Senegal empatados em segundo, com quatro. Aliás, a igualdade se mantinha no saldo e no número de gols marcados. A diferença era nos cartões: o Japão tinha dois amarelos a menos e isto garantia a sua seleção na fase seguinte.

Enquanto o Japão tocava a bola de lado no outro jogo, deixando o tempo passar e evitando tomar algum cartão, o Senegal foi para o abafa, tentando buscar o gol de empate. Tá certo que, naquela altura, a igualdade também colocaria a Colômbia na segunda fase, mas os cafeteiros preferiram se garantirem do que torcer por não sair gol na outra partida. Se seguraram e garantiram a vitória. Já para o Senegal, o choro e o ombro foram as consolações.

Um fato interessante: desde 1986, quando foi criada a fase de oitavas de final em mata-mata, depois de uma fase de grupos, sempre teve, ao menos, um africano classificado. Esta é a primeira oitavas que não há nenhuma equipe da África nas oitavas.
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