terça-feira, 12 de junho de 2018

Coutinho, um grande ídolo do Santos FC

Com informações do Centro de Memória e Estatística do Santos FC

Coutinho foi um dos grandes que vestiram a camisa do Santos FC

No dia 11 de junho de 1943, nascia na cidade paulista de Piracicaba, Antônio Wilson Honório, o Coutinho, um ser humano que é eterno nos corações dos torcedores do Alvinegro da Vila Belmiro. Foi um centroavante de apurada qualidade técnica, um craque de raciocínio rápido e frio, precioso nos arremates todos sempre leves e certeiros. Formou com o Rei Pelé uma dupla de atacantes que até hoje não foi superada no cenário não só do futebol nacional como mundial.

Foi o parceiro ideal do Rei, os quais eternizaram nos gramados a famosa tabelinha. Dentro da área era só tranquilidade e eficiência, um gênio no domínio da bola e feitura de gols. Quando iniciou sua carreira na equipe principal santista, o centroavante titular era o seu amigo Paulo César de Araújo, o Pagão que segundo Coutinho, foi um dos maiores jogadores que ele viu jogar no futebol brasileiro.

Coutinho é o jogador mais jovem a atuar na equipe principal do Santos FC, sua estreia ocorreu no dia 17 de maio de 1958, em Goiânia quando o Peixe venceu a equipe do Sírio-Libanês por 7 a 1 em partida amistosa com um gol de sua autoria nessa goleada, tinha na época 14 anos e 11 meses de idade. Com a camisa santista jogou 457 partidas tendo marcado 368 gols, no período de 1958 a 1967 e 1969 a 1970 é o 3º maior artilheiro do clube em toda a história.

Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe
A linha de ataque do Santos na Seleção

Por ter-se contundido às vésperas do certame deixou de ser o titular da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1962, no Chile, e perdido o posto para Vavá. Na Seleção jogou 13 partidas e marcou 6 gols. A última vez em que vestiu a gloriosa camisa praiana foi no dia 21 de novembro de 1970 no Parque Antártica em partida válida pela Taça de Prata e foi um empate sem gols diante do América do Rio de Janeiro com o Peixe formando com: Cejas (Agnaldo); Carlos Alberto, Djalma Dias, Joel Camargo e Turcão; Clodoaldo e Léo Oliveira; Árlem, Edu (Coutinho), Pelé e Abel. O técnico era Antônio Fernandes, o Antoninho.

Os problemas com o peso o fizeram encerrar a carreira muito cedo. Porém, depois de parar de jogar, por ironia do destino, não teve mais problemas com a balança. Atualmente, com 75 anos, mantém o peso de seu auge como jogador. Coutinho também foi treinador, campeão paulista sub-17 em 1994, com o Santos, e dirigiu a equipe principal do clube, como interino, em algumas oportunidades.

Coutinho, atualmente, mantendo sua forma

Coutinho era um craque de bola! Veja a opinião de membros da crônica esportiva e ex-companheiros sobre ele:
“O toque sutil e inteligente, o passe certo na corrida ou lançamento em bola parada, a deslocação sem bola, ou a melhor colocação para recebê-la; o gol “ envenenado” capaz de desmoralizar o melhor goleiro do mundo, como os muitos que surgiram à sua frente, fizeram de Coutinho um dos mais requisitados atacantes do futebol mundial. A França ainda lembra com carinho seu estilo: os torcedores do Benfica sempre perguntam por ele, os de todo mundo lamentam que Coutinho tenha abandonado nossos estádios tão cedo, deixando as imortais lembranças do seu futebol arte”. (Constantino Ranieri)”.
“Coutinho é um provocador de oportunidades, de onde nascem os gols, às vezes dele próprio, mas, em maior número, gols de seus companheiros. Porque Coutinho, sem um centavo de egoísmo, procura ser útil aos colegas, certo que o todo e a unidade são os componentes da força geradora dos triunfos”. (De Vaney). 
“Coutinho foi o goleador que jogou mais bonito, pois ele colocava a bola fora do alcance do goleiro, de mansinho, sem que ela tocasse na rede. Era um fenômeno”. (Zito). 
“Coutinho toureava os zagueiros como ninguém, com habilidade de dar um toque para tirar o marcador da jogada. Era ele de um lado e o beque de outro, em curtíssimo espaço dentro da área, Ele não precisava de muito para driblar. Se não fizesse o gol com a categoria de sempre, iria municiar Pelé, que devolvia com precisão. Dai surgiram as famosas tabelinhas”. (Orlando Duarte). 
“Nós viajávamos muito juntos, jogávamos juntos e conhecemos um pouco do mundo e das diferentes culturas. Mas o que eu tenho que agradecer a ele é que 50% dos gols que eu fiz no Santos foram em parceria com ele. Na tabela e no fato de ele me conhecer. Nessa vida, ninguém faz nada sozinho, se não tivesse parceiros à altura, nada acontece, entende?”. (Pelé).
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