domingo, 17 de junho de 2018

Arbitragem fraca e empate decepcionante

Por Victor de Andrade
Fotos: Getty Images.com/Fifa.com

O Brasil alternou marasmo e bons momentos, além de ter sido prejudicado pela arbitragem

Não é botar a culpa do resultado da partidano árbitro mexicano César Ramos, nem esconder os defeitos que a Seleção Brasileira mostrou ou alguma qualidade que a equipe suíça mostrou no embate. Porém, não dá para negar que o "homem do apito" teve sim influência no empate em 1 a 1 da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo Rússia 2018, neste domingo, na Arena Rostov.

Os confrontos entre Brasil e Suíça sempre foram complicados. Nunca houve facilidade, quando há um ganhador, a diferença raramente é de mais de um gol de diferença e empates são comuns. Aliás, o único jogo entre as duas seleções em Copas, mais precisamente em 1950, no Brasil, terminou com o placar de 2 a 2. Facilidade, então, não era esperado.

Mas a Suíça surpreendeu no começo da partida. Tudo bem, a equipe europeia não é mais só retranca, como sempre foi conhecida, mas também avançando a linha e pressionando a saída de bola brasileira não era esperado. Talvez, até por isto, o time canarinho não começou tão bem o jogo, sendo pego de surpresa e tendo dificuldades para sair da pressão.

Depois dos 10 minutos de jogo, o Brasil melhorou bastante e começou a envolver o adversário. Com isto, a Suíça parou de marcar sob pressão e passou a esperar uma das equipes favoritas no Mundial. O Brasil passou a criar, chegando com perigo em algumas oportunidades e aos 20' abriu o marcador: Phillippe Coutinho, após sobra da defesa adversária, pegou a bola na entrada da área e bateu colocado, bem ao seu estilo: 1 a 0!

Aí vem a primeira decepção: o time brasileiro pareceu satisfeito com o 1 a 0 no primeiro tempo e não se aproveitou do fato de estar melhor na partida e em vantagem no marcador. Ao invés de pressionar o adversário, resolveu tocar a bola de maneira lenta, quase sonolenta. Uma monotonia poucas vezes vista desde quando Tite assumiu a Seleção. Com isto, o primeiro tempo terminou apenas com o placar de 1 a 0.

César Ramos, que economizou nos cartões, foi mal na partida

Na segunda etapa, o marasmo continuou e entrou em cena o árbitro mexicano César Ramos entrou em cena. Aos 5 minutos, em cobrança de escanteio pela direita, Zuber empurrou o zagueiro Miranda e subiu sozinho para balançar as redes. Tudo bem que a marcação brasileira estava estranha no lance. Tudo bem que o goleiro Alison poderia ter saído para fazero corte. Porém, o "homem do apito" sequer pensou em consultar o VAR, sendo que os telões no estádio mostravam a falta clara: 1 a 1 no placar.

Logo em seguida, Gabriel Jesus recebeu a bola dentro da área e ao fazer o giro, foi agarrado pelo zagueiro suíço. O atacante do Manchester City valorizou a falta, mas foi pênalti, pelo menos na opinião deste que vos escreve. Porém, o mexicano novamente mandou seguir e nem quis consultar o VAR. Segue o jogo.

Depois dos 25 minutso da etapa complementar, o Brasil passou a pressionar novamente o adversário, mas às vezes parava na falta de precisão do último passe ou na pontaria de quem finalizava. Às vezes, eram nas faltas cometidas pelos suíços, algumas duras, principalmente em Neymar, mas o árbitro mexicano segurava os cartões, mesmo marcando as infrações.

Aí, juntamos tudo: falha na marcação em lance de bola parada, o marasmo em alguns momentos do jogo e mais a péssima atuação de César Ramos. Com tudo isto, o placar final ficou mesmo no 1 a 1, que foi decepcionante para um time que chegou bem para a Copa do Mundo. Agora, é ir para cima da Costa Rica.
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