segunda-feira, 7 de maio de 2018

O Futebol Feminino continua sendo vítima da omissão de quem deveria apoiá-lo

Por Lula Terras

O Brasil foi campeão da Copa América Feminina pela sétima vez e os jogos não foram transmitidos
(foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Embora não tenha a dignidade de assumir sua parte na responsabilidade pelo atual estágio negativo do futebol brasileiro, a grande imprensa, no caso, a Rede Globo de Televisão e suas emissoras satélites, tem culpa sim, e muito, pela triste situação. Essa omissão nota-se com maior clareza no Futebol Feminino, cujo Campeonato Brasileiro já está rolando sem que uma partida sequer tenha sido transmitida ao vivo. Também a Copa América Feminina, cujos direitos de transmissão pertenciam ao SporTV, canal pago pertencente ao Grupo Globo, não teve uma partida sequer transmitida. 

O motivo já é conhecido, a perda do patrocínio da Caixa Econômica Feederal, que bancava as transmissões do Campeonato Brasileiro. Isso traz à memória no período dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, durante as transmissões dos jogos, os jornalistas bradavam que o futebol feminino brasileiro precisava de maior apoio.

Nos anos anteriores, com o apoio da Caixa, ao menos um jogo por rodada do Campeonato Brasileiro era transmitido na televisão por assinatura. No ano passado, com a criação de uma divisão de acesso, até as finais da Série A2 foram transmitidas ao vivo pelo SporTV. Tudo bem que o apoio perdido atrapalha na logística, mas não era a mesma rede de televisão, seja na aberta ou na fechada, que bradava que o esporte deveria ser apoiado? Aliás, porque as outras redes de televisão, que também têm o mesmo discurso, não transmitem?

O Corinthians enfrentando o São Francisco na abertura do Brasileirão
Nenhuma televisão está transmitindo a competição
(foto: Alan Morici/Agência Corinthians)

Mesmo assim, constata-se que o Futebol Feminino ainda conta com várias atletas de ponta e com equipes que investem na formação de novas atletas, ou seja, tem grandes condições de se tornar em grande potência mundial. Temos a rainha Marta, que por cinco vezes ficou com a bola de ouro, como a melhor jogadora do Mundo, no período de 2006 a 2010; ficou em 2º lugar em 2011, 2012 e 2014; e, 3ª colocada em 2013. Também estão por aí, esbanjando categoria, craques como a artilheira Cristiane, Formiga, Ludmila, Erika, a goleira Barbara, entre outras. 

Enfim, nosso futebol feminino está aí e merece ser olhado com mais carinho e respeito, por parte de todos que amam o futebol, em especial pelo torcedor que tem o direito de saber o que está acontecendo. Para isso é preciso que a grande imprensa faça seu papel, divulgando sempre, mesmo que os lucros não tenham sido o almejado, e que governantes e empresários deixem de lado os discursos vazios e com prazo de validade curto, em favor de algo maior, o crescimento do futebol Feminino Brasileiro.
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