segunda-feira, 28 de maio de 2018

Doriva no XV de Piracicaba

Por Victor de Andrade


Um volante de bonita carreira no futebol brasileiro e europeu, o hoje treinador Dorival Guidoni Junior, ou simplesmente Doriva, chegou até a Seleção Brasileira, onde disputou a Copa do Mundo de 1998. Porém, na primeira vez em que vestiu a camisa amarelinha, o jogador defendia um clube que normalmente não aparece nas listas de convocados: o XV de Piracicaba.

Doriva nasceu em Nhandeara, no interior de São Paulo, no dia 28 de maio de 1972, se destacou no futebol de sua cidade e chegou ao São Paulo FC em 1988, para jogar nas categorias de base. No início dos anos 90, mais precisamente em 1991, pegou a boa fase do Tricolor, que disputava diversas competições, e foi alçado ao profissional. Depois de empréstimos ao Anapolina e Goiânia, o volante chegou a se tornar titular e participou dos principais títulos do clube.

Porém, para o ano de 1995, o dono do patrocinador do São Paulo, a empresa aérea TAM, o comandante Rolim Amaro assumiu a presidência do XV de Piracicaba, que disputaria a elite do futebol paulista. O clube contou com a ajuda pessoal dele e montou um time forte, buscando o treinador Rubens Minelli e jogadores promissores, como o zagueiro Andrei.

O XV em 1995 era dirigido por Rubens Minelli

Como Rolim Amaro, era conselheiro do Tricolor e havia emprestado dinheiro para o clube, a forma de pagamento foi em passe de atletas e Doriva era um deles. E assim, a contratação mais importante do XV de Piracicaba para a aquele Campeonato Paulista foi a do volante do Tricolor: Doriva foi para o Nhô Quim.

O que parecia um retrocesso na carreira, pelo menos no princípio não foi. Logo na estreia, o XV derrotou o Corinthians, em casa, e passou a liderar o campeonato nas primeiras rodadas. Como Doriva já vinha sendo observado por Zagallo desde o final de 1994, ainda no São Paulo, ele acabou sendo convocado para a Seleção mesmo defendendo um time pequeno.

Sua estreia na Seleção se deu no dia 27 de abril ao derrotar o Valência, time espanhol, por 4 a 2. Daí em diante, o ex-volante passou a ser frequentemente lembrado por Zagallo. O time também ia vem: na sexta rodada do Paulistão, o XV de Piracicaba tinha cinco vitórias e liderava a competição com 15 pontos.

Primeiras convocações foram defendendo o XV

Mas, por incrível que pareça, o "XV parou nos 15". É isto mesmo que você leu. O time entrou em uma sequência de derrotas e foi ultrapassado por praticamente todos as outras equipes da competição, indo parar na zona de rebaixamento. Mesmo assim, Doriva continuou sendo convocado por Zagallo e defendeu a Seleção na Copa Umbro, realizada na Inglaterra.

Já no Paulistão, o XV de Piracicaba não conseguiu reagir. no final do Estadual terminou na 14ª colocação, com 34 pontos e amargou a queda para a Série A-2. Após ao fim da competição, Doriva foi para o Atlético Mineiro e o Nhô Quim até se recuperou no segundo semestre, conseguindo o acesso da Série C para a B do Brasileiro.

Depois de defender o Galo, Doriva foi para a Europa, jogou no Porto, Sampdoria, Celta de Vigo, Middlesbrough e Blackpool. Voltou ao Brasil em 2007, onde defendeu o América de São José do Rio Preto e encerrou a carreira no Mirassol. Como treinador, Doriva teve chance em equipes grandes, mas seu maior destaque foi conquistar o Paulistão de 2014 com o Ituano.
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