segunda-feira, 30 de abril de 2018

É uma história Portuguesa, com certeza

Por Fábio Lázaro 

A torcida comemorou o exuberante futebol da Portuguesa Santista
(foto: Alberto Ferreira/Agência Briosa)

Ai, futebol. Esse exuberante futebol. Que neste primeiro semestre de 2018 foi da Portuguesa, fizesse chuva de alagar gramado de interior ou sol a pino do litoral em domingos às 10h da manhã. Desde o dia 17 de janeiro, que essa coluna nem tinha o sonho, tampouco o planejamento, de nascer, já nascia o tema do primeiro texto. 

No Canindé, no tal 17 de janeiro, a Briosa estreava no Campeonato Paulista da Série A3 empatando com o Rio Preto. Naquela ocasião, sobrou futebol, faltaram-se os gols. Esse jogo, enfim, foi mais um na página do passado e da história da Portuguesa Santista. Entretanto, foi o pontapé inicial de 24 capítulos que fizeram com que os seus atletas fossem acobertados de glória e o seu presente ficasse ainda mais fabril. 

A Fita Azul foi briosa em campos verdes do Brasil. Mesmo quando a primeira bola só foi entrar no 112º minuto em campo, o primeiro ponto só veio na segunda partida e a primeira vitória só foi garantida na quarta rodada. Demorou, mas no final chegou a hora dessa camisa provar que é pesada e seus jogadores comprovarem que têm a façanha e a bola no pé, e todos provaram.

A massa, em delírio, mais do que gritou olé, seguiu o plantel a cada dia, em Ulrico Mursa, Canindé, Itapira, Marília, Guaratinguetá, Bebedouro, Osasco, Indaiatuba, Santa Bárbara, Monte Azul, Capivari, São Carlos, Barretos e Bragança, provando pra quem diz que é uma torcida de velhos, que há juventude noite e dia. Dos jovens e crianças que vestem a camisa da Briosa. Ou da velha guarda que mesmo com a condição física desgastada é jovem de espírito para seguir a Portuguesa.

O elenco que conquistou mais um acesso para a Briosa
(foto: Douglas Teixeira/Agência Briosa)

Por fim, veio a classificação. Não veio o título. Veio o mais importante. Mas faltou o “grand finale”. Pouco importa, afinal, o seu lema é “Não desista”. 

Se a Briosa nadou, não sabemos, o que sabemos é que jogou. Também sabemos que, definitivamente, ela não morreu na beira da praia. Afinal, é no litoral que se comprovou que há resgate, ressurreição e vida. É na praia que se enxerga a Mais Briosa, a Portuguesa Santista.
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