quarta-feira, 14 de março de 2018

Reinaldo - Um ídolo do Galo na Raposa

Assinando contrato com o Cruzeiro: apenas dois jogos e nenhum gol marcado

Na longa historia do entre os dois principais times de Minas Gerais, pode-se citar diversos atletas que mudaram de lado. Pode-se citar os ex-cruzeirenses Palhinha, Nelinho, Guilherme, Leonardo Silva e Fred, só para ficar em alguns e mais famosos vestindo a camisa do Atlético-MG. Neste mesmo sentido, a massa atleticana não se esquece de quando Luizinho, Éder, Toninho Cerezo e Guilherme Alves viraram a casaca (mais recentemente, Fred resolveu voltar às origens cruzeirenses).

No entanto, em meio a tantas transações, nenhuma chocou mais a opinião pública e repercutiu tanto quanto o anúncio de Reinaldo como jogador do Cruzeiro. O ex-centroavante e ídolo do Atlético, que defendeu o alvinegro entre 1971 e 1985, foi anunciado no dia 16 de agosto de 1986, depois de rápidas passagens por Palmeiras e Rio Negro do Amazonas, e se apresentou no dia seguinte na sede do Cruzeiro, no Barro Preto.

O jogador assinou contrato e vestiu a camisa do clube celeste ao lado do então presidente Benito Masci. O centroavante dizia que o time cruzeirense seria o último de sua carreira. Na ocasião, Reinaldo estava com 29 anos e desgastado por lesões no joelho. E, de fato, o problema físico, que já o tinha atrapalhado nos clubes anteriores, o fizeram não ter uma boa passagem pela Raposa.

Reinaldo em sua estreia, contra o Rio Branco capixaba

Pífia participação - Após exatos 41 dias de sua apresentação, Reinaldo estreou pelo Cruzeiro contra o Rio Branco capixaba, no Mineirão, no dia 27 de setembro de 1986. A primeira partida do atacante foi vista por mais de 30 mil pessoas. O centroavante jogou até os 15 minutos do segundo tempo, quando deu lugar a Hamilton. A outra oportunidade também aconteceu em Belo Horizonte, em 6 de outubro, desta vez contra o Bahia. Nesta, o atacante jogou os 90 minutos, mas novamente não balançou as redes.

Em 11 de outubro, Reinaldo se ausentou dos treinos e só retornou cinco dias depois. O preparador físico do Cruzeiro à época, Odilon Guimarães, lamentou a ausência do jogador, pois os dias em que o atacante esteve ausente comprometeram o trabalho do centroavante, que se ausentou outras duas vezes, fazendo com que a diretoria celeste suspendesse o contrato do jogador no dia 7 de novembro de 1986. Anos depois, Reinaldo comentou que a diretoria celeste não cumpriu o que havia acordado no contrato. Disse que mesmo após sair do clube, nenhum valor havia sido pago a ele.

Fim da linha como jogador - Com limitações físicas ao longo da carreira (sofreu dois derrames no joelho, fez nove operações, sendo cinco só nos joelhos), em decorrência de entradas duras e muitas vezes desleais, o “Rei do Mineirão” (marcou mais de 150 gols no Estádio) encerrou cedo as chuteiras. Depois da passagem pelo Cruzeiro, Reinaldo ainda atuou pelo BK Häcken, da Suécia, pelo Telstar, da Holanda, encerrando sua carreira em 1988, aos 31 anos.

Esta cena, em campo, não foi vista
com a camisa Celeste

Após ‘pendurar as chuteiras’ e depois de muitos a deputado Estadual, em 1996, e eleito vereador em 2004 e 2008, pelo PV, em Belo Horizonte. Também cursou e se formou em jornalismo, sendo comentarista esportivo na TV Alterosa. O ex-centroavante residiu em Nova York-EUA, onde se mudou com a família e abriu uma escolinha de futebol.

Depois, Reinaldo voltou ao Brasil e resolveu atuar como treinador de futebol. Porém, ainda não conseguiu desenvolver longos trabalhos e nem dirigir uma grande equipe. Já treinou equipes de MG, como o Valério Doce, de Itabira (em 99), a Mamoré, de Patos (em 2001), o Ipatinga (em 2014). Na metade de 2017, assumiu o Tricordiano, de Três Corações, cidade onde nasceu Pelé. Pode-se dizer que ele passou momentos difíceis, durante e após a carreira.

Depois que parou, teve depressão e até envolveu-se com drogas. Mas conseguiu dar a volta por cima. Pode-se dizer tudo. Mas o que vale mesmo é que Reinaldo Lima está marcado no coração dos atleticanos, trazendo sempre uma boa lembrança aos demais admiradores (adversários ou não) e de quem mais aprecia o talento e o bom futebol mostrado. O cara mexeu com o emocional de muita gente, sorrindo ou chorando. Torcendo contra ou a favor, o fato é que dava gosto ver Reinaldo jogar. O Rei do Mineirão deixou seu nome para sempre na Historia do futebol.
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