terça-feira, 13 de março de 2018

A passagem de Vampeta pelo Fluminense

Por Alexia Faria


Um dos jogadores mais folclóricos do futebol brasileiro entre os anos 90 e 2000, Marcus André Batista Santos, mundialmente conhecido como Vampeta, ficou famoso principalmente por suas passagens pelo Corinthians e Seleção Brasileira, além de soltar a famosa frase "eles fingem que pagam e eu finjo que jogo", em sua passagem pelo Flamengo, em 2001, e dar cambalhota na rampa do Palácio do Planalto após a conquista do penta, em 2002. Porém, já reconhecidamente um jogador de talento, mas ainda sem fama, o "Velho Vamp" teve uma passagem por um ano no Fluminense.

Nascido em 13 de março de 1974, Vampeta começou a carreira no Bahia em 1990, ainda na juventude. Logo em seguida, o volante foi para as categorias do rival Vitória, onde foi profissionalizado e foi importante na campanha do Rubro Negro Baiano vice-campeão brasileiro de 1993. Suas atuações no Leão da Barra e na Seleção Brasileira de base o fizeram ser vendido para o PSV Eindhoven, da Holanda.

No time da Philips, ele alternou bons e maus momentos, teve um empréstimo rápido para o VVV Venlo, do mesmo país, e ainda no PSV atuou com Ronaldo. Depois de um ano na Holanda, Vampeta retornou ao Brasil, Vampeta retornou ao Brasil no segundo semestre de 1995. O clube seria o tricolor carioca, Fluminense, que vivia uma ótima fase, após ser campeão carioca no primeiro semestre com o famoso gol de barriga de Renato Gaúcho.

Figurinha carimbada no Brasileirão

Vampeta chegou em um time que estava entrosado. Com nomes como Valdeir, o The Flash, Ronald, Cássio, Lima e Sorlei, o volante substituiu Djair, que foi para o Flamengo após a conquista do estadual. Só para se ter uma ideia, Gaúcho, com boas passagens por Palmeiras e Flamengo, era reservas na equipe. Liderados por Renato Gaúcho no campo e Joel Santana no banco, o Flu ainda foi primeiro colocado do Grupo B no turno inicial e já garantiu sua vaga nas semifinais da competição.

No assunto Fla-Flu, Vampeta chegou a dividir o campo com o “Baixinho”, Romário num jogo marcado por protestos das torcidas. Entre vaias e xingamentos, a partida que foi realizada em Campina Grande, para 22.400 pessoas, e ficou no 0 a 0. Ainda no segundo turno da primeira fase, o Flu não repetiu os desempenhos, mas a vaga já estava garantida.

As duas semifinais, contra o Santos FC, teve uma das histórias mais épicas do futebol brasileiro, mas não foi a favor da equipe do volante. No dia 7 de dezembro os times se enfrentaram no Maracanã, e o time de Vampeta fez 4 a 1 no Santos de Giovanni, Robert e companhia. Três dias depois, em São Paulo, no Pacaembu, o time da Baixada Santista virou o confronto, fazendo 5 a 2 e tirando o Fluminense da competição.

Fazendo gol, com a camisa 9, em vitória por 4 a 2 contra o Madureira

Vampeta ainda ficaria no Fluminense no primeiro semestre de 1996. Na Taça Cidade Maravilhosa, espécie de torneio longo de pré-temporada, conquistado pelo Botafogo, o Tricolor não fez boa campanha e ficou apenas na quinta colocação. Isto era um presságio da péssima temporada que o clube iria passar, uma das piores de sua história.

No Campeonato Carioca, o Flamengo nadou de braçadas, conquistando os dois turnos (taças Guanabara e Rio) e, consequentemente, a competição sem precisar de uma final. O Fluminense ficou apenas em quarto. Após o estadual, o volante, que atualmente é dirigente nos times de Osasco,  atuou no início do Nacional e voltou para o PSV ainda nas primeiras rodadas, escapando do vexame Tricolor: o primeiro rebaixamento para a Série B do Brasileirão, que foi revertido no tapetão. Mas isto é história para uma outra matéria.
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