quarta-feira, 7 de março de 2018

As infelizes entrevistas

Por Lula Terras

Confusões e entrevistas provocativas no clássico: que isto não inflame a violência

Estaria o futebol brasileiro entrando numa fase sombria e condenado a cair no conceito dos torcedores que ainda tem a modalidade como a grande paixão nacional? A predominância de ofensas desmedidas, ao invés do tradicional humor ácido, porém saudável, e a violência absurda, dentro e fora do campo, acabam por colocar em dúvida essa condição. O caso mais grave aconteceu na cidade de Itaquaquecetuba, onde, num confronto entre torcedores do Santos e Corinthians, o triste saldo foi de 21 torcedores detidos, quatro feridos e uma morte a lamentar. 

Ainda sobre este jogo, fica registrada a infeliz entrevista a uma rádio, do jogador Romero, que faltou com o respeito ao Santos. O jogador chamou o Santos de time pequeno, gerando muitas reações no meio esportivo, onde não faltaram críticas ao atleta, pelo desrespeito com o clube praiano. E o zagueiro do Peixe, David Braz, não ficou atrás, respondendo que o Santos nunca tinha caído.

Tivemos outros fatos que, embora grave, felizmente não se lamentou a morte de nenhum envolvido, como o ocorrido no Campeonato Baiano, no jogo entre Bahia e Vitória, realizado no Estádio Barradão, ironicamente denominado o Clássico da Paz. A partida terminou aos 34 minutos do 2° tempo, devido a briga generalizada, envolvendo todos os jogadores em campo, com o saldo de nove expulsões, o que acabou por motivar o encerramento do jogo. O motivo da briga foi a atitude do atacante Vinicius do Bahia, que comemorou o gol de empate, com direito a dancinha e gesto obsceno, para provocar a torcida adversária. 

Na decisão da Taça Guanabara Sub 20, realizado no Estádio Nilton Santos, o Flamengo venceu o Botafogo por 1 a 0 e ficou com o título. A comemoração é que não foi das mais convencionais, uma vez que os atletas flamenguistas fizeram o famoso chororó para ironizar a torcida contrária, recebendo críticas por isso, até de dirigentes dos dois clubes. 

No passado a rivalidade entre os clubes brasileiros, também gerou acontecimentos que acabaram por entrar no folclore do futebol. No final da década de 90, o ex-jogador Vampeta, em sua passagem pelo Corinthians inventou a brincadeira que o são paulinos são bambis, o apelido pegou forte e até hoje, é utilizado pelos torcedores de outras equipes para irritar os são paulinos. 

Outro fato que, também ficou bem conhecido foi a comemoração do centro avante Viola, no primeiro jogo da final do Paulistão de 1993, entre Corinthians e Palmeiras. Na oportunidade o corintiano comemorou seu gol imitando um porco, cena que ganhou destaque na imprensa esportiva do País. Embora não seja esta a motivação para o apelido de porco, mas fez com que ganhasse força a ponto dos próprios torcedores já estarem devidamente identificados com o animal. 

Enfim, são muitas histórias a ser contadas para as próximas gerações de torcedores, e fatos negativos que não deve servir de exemplo para eles, em benefício do próprio futebol.
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