quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

VAR: clubes estão certos e errados

Por João Paulo Barreto, editor do Blog BD

CBF quis botar o VAR na conta dos clubes, que não aceitaram pagar

12 dos 20 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro vetaram o uso do VAR, o popular árbitro de vídeo, no Campeonato Brasileiro de 2018. Como tudo vira divisão ultimamente houve muitas críticas aos 12 clubes por parte de jornalistas e apoio por de seus torcedores. A divergência se deu pelo lado financeiro. Como a CBF abriu mão de verbas do campeonato ficando só com a Copa do Brasil, a entidade acha justo que os clubes arquem com o custo do VAR, mais especificamente os mandantes dos jogos, com razão.

Obviamente, os clubes reclamaram e não gostaram. Também com razão. Os clubes estão esfolados nas suas contas, com exceção de poucos. Mais um custo para onerar a receita dos jogos é suicídio financeiro. Clubes como Bahia, Vitória, Sport e Ceará, para ficar no quarteto nordestino da elite do futebol nacional, mal conseguem dinheiro para montagem de elencos que possam disputar boas colocações e não apenas brigar para não cair de divisão.

Sou defensor do VAR e não existe "romantismo futebolístico" em um erro de arbitragem que pode custar um campeonato. Quem acha que o futebol é polêmica se tal clube foi prejudicado ou ajudado pelo apito depois da rodada não gosta de futebol, gosta de polêmica. O VAR não vai acabar com os erros nos jogos de futebol. A ideia do árbitro de vídeo é minimizar ao máximo os erros e evitar os erros crassos. Mas implantar o VAR de qualquer jeito, sem testes e no meio do campeonato, só mostra o nível de várzea do futebol brasileiro.

O árbitro principal confere a decisão de seus colegas no vídeo

Por outro lado, no entanto, os clubes perderam a chance de pressionar a CBF por mais autonomia e, finalmente, a entidade aceitar a criação da liga. Tudo bem, os clubes bancam o VAR, desde que chancele a criação da liga nacional e abra mão de ter a organização das Séries A e B. Os direitos de transmissão de TV, a negociação das placas de publicidade já é de responsabilidade dos clubes. Só está faltando mais vontade política da cartolagem brasileira para tirar a liga do papel.

Mas aqui o clubismo fala mais alto. Primeiro o meu e, se sobrar, o seu. Implodiram o Clube dos 13, que nasceu para virar uma liga e com a confusão da Copa União virou um “cabidão” de empregos dos cartolas afastados dos clubes, não tiveram coragem de encarar a CBF na ideia da Primeira Liga transformada em "ninguém liga", se submetem as federações jogando os falidos campeonatos estaduais sacrificando a pré-temporada e arriscando a temporada em jogos sem a menor importância para os principais campeonatos, aceitam perder poder de influência a CBF dando peso diferencial as federações estaduais na assembleia geral da entidade.

Falta mais sentimento de grandeza aos clubes. Menos individualismo, mais união. Menos amadorismo, mais profissionalismo.
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