quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Renato Portaluppi - Ídolo no campo, mito no banco!

Por Victor de Andrade


A conquista da Copa Libertadores de 2017 pelo Grêmio na noite da última quarta-feira, dia 29, em Lanús, na Argentina, deu uma certeza ao torcedor do Tricolor: Renato Gaúcho, ou Portaluppi, como preferem os gremistas, é, realmente, um mito do clube azul, preto e branco de Porto Alegre. Ídolo no título de 1983, ele ontem tornou-se mito também como treinador.

Acho que nem precisamos dizer o que representa aquele jogador novato de 1983, nascido em Guaporé, para a história do Grêmio. Suas arrancadas, dribles e gols o fizeram ser o principal nome do Imortal na Copa Libertadores e no Intercontinental daquele ano. Aliás, no Japão, saíram de seus pés os dois gols do importantíssimo título mundial.

Renato saiu do Grêmio, foi para o Rio de Janeiro, onde se adaptou como poucos, virou referência no Flamengo, jogou na Itália, voltou para terras cariocas, onde jogou pelo Botafogo, chegou a voltar ao Tricolor Gaúcho, em um curto período, em 1991, e ainda defendeu Cruzeiro, Atlético Mineiro, Fluminense e encerrou a carreira em 1999, no Bangu. Mesmo com toda esta lista de clubes, os gremistas nunca esqueceram de Renato.

Renato Portaluppi treinador não teve uma carreira de sucesso tão rápida, como a de jogador. Poucos se lembram, mas em 1996, ele, que estava machucado, dirigiu o Fluminense nas últimas rodadas do Brasileirão daquele ano, culminando na primeira de uma série de quedas do clube carioca. Aliás, este rebaixamento foi revertido no tapetão. Porém, Renato, naquele momento, ainda não era oficialmente um treinador e voltou a jogar.

A carreira dele de treinador começou no Madureira, em 2000, e demorou a engrenar. Teve passagens de altos e baixos no Fluminense (onde conquistou a Copa do Brasil de 2007 e foi vice na Libertadores de 1998), Vasco, Bahia e Atlético Paranaense. Nestas idas e vindas, ele ainda teve duas passagens pelo Grêmio, que não teve muito sucesso.

Porém, a situação começou a mudar no ano passado. Renato assumiu o Grêmio no segundo semestre, com muita desconfiança dos cronistas esportivos e da imprensa, sendo acusado de ser ultrapassado, do estilo de boleiro. Porém, mostrou estar atualizado, mesmo que combatesse as teorias nas entrevistas, e levou o Imortal ao título da Copa do Brasil, o segundo em sua carreira.

Renato Portaluppi montou todo o planejamento para a temporada de 2017. Apostou em alguns veteranos que estavam em baixa, o que trouxe novamente a desconfiança da torcida. Porém, a escolha mostrou-se acertada: jogadores como Léo Moura, mesmo do banco, transmitiram confiança a jovens como Luan e Arthur, que brilharam na Libertadores.

Porém, o mais importante foi dentro de campo. Se o Corinthians foi o time brasileiro mais eficiente da temporada, o Grêmio foi o que mostrou o futebol mais bonito. Aliás, falando no Alvinegro Paulista, muitos o criticaram quando ele disse que o Timão despencaria no Brasileirão. Talvez a palavra que ele usou fosse forte, mas não deixou que o treinador gaúcho tivesse razão: o Corinthians teve um segundo turno bem aquém do primeiro, reagindo apenas nas rodadas finais, mas contou com a irregularidade de Palmeiras, Santos e do próprio Grêmio (todos estavam na briga pela Libertadores, diga-se), para ganhar o campeonato nacional.

Mas o belo jogo, contando com alguns atletas acima da média no atual estágio do futebol sul-americano, como Geromel, Arthur e Luan, fizeram com que o Grêmio conquistasse a América mais uma vez. E o melhor: confirmando o status que Renato Portaluppi tem no clube, a de mito!
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