quarta-feira, 18 de outubro de 2017

O menino que queria ser Imperador

Por Mateus Dannibale

Adriano foi um atacante forte, habilidoso e goleador, mas a depressão não o deixou ir mais longe

Essa é a história de Adriano Leite Ribeiro, o menino pobre que nasceu na Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro, e decidiu construir seu próprio império apenas com seu talento. O futuro Imperador começou a dar seus primeiros passos na base do Flamengo, tendo sido promovido ao time principal no ano de 2000. Nesta mesma temporada, com 18 anos, foi convocado para Seleção Brasileira pela primeira vez. O futuro Imperador já impressionava pelo seu enorme vigor físico. Porém, somente alguns anos mais tarde começou a ser reconhecido pelo seu forte chute de perna esquerda.

Em 2001, foi vendido para a Internazionale, da Itália. Em seu primeiro jogo, marcou um gol contra o Real Madrid. Após ser emprestado e passar por Fiorentina e Parma (com boas atuações em ambos os clubes), o jovem Adriano volta para a Inter. Marca 15 gols em 16 jogos, uma média de quase um por jogo, e garante a titularidade no time. Era o início do império de Adriano e passou a ser chamado no clube Italiano de "O Imperador".

Na Inter, virou o Imperador

Após conquistar a Copa da Itália, Copa América, em 2004, e Copa das Confederações, em 2005, ele expande seu império pelo planeta e seu nome passa a ser conhecido e respeitado. A Copa do Mundo de 2006 se aproximava, Adriano era dado por muitos como um dos caras da Copa e, possivelmente, o próximo candidato a melhor do mundo. O menino da Vila Cruzeiro havia chegado onde poucos conseguiram, mas seu reinado como Imperador estava prestes a chegar ao fim e, como um furacão forte, violento e rápido, sua vida começou a mudar.

Em 2006, após falecimento de seu pai, Adriano ficou quase um ano sem marcar gols e foi muito criticado pela imprensa na Copa do Mundo. Durante uma entrevista recente com o jornalista Pedro Bial, o ex-Imperador afirmou que sofreu de depressão por cerca de três quatro meses após morte de seu pai. Tentando voltar à ascensão, Adriano retornou ao Brasil em 2008, vestindo a camisa do São Paulo, tendo boas atuações. Depois da eliminação na Copa Libertadores, o jogador deixou o time paulista, retornando à Itália, mas, segundo o próprio jogador, já não era a mesma coisa. Ele não tinha mais a mesma força de antes.

As últimas boas atuações foram no Flamengo

Suas última boas apresentações foram no Flamengo, principalmente em 2009, onde foi campeão brasileiro pelo clube onde iniciou sua carreira. O jogador ainda teve passagens rápidas por Roma, Corinthians e Atlético Paranaense, marcando apenas três gols somando todas estas passagens. Hoje ele não atua mais, aos 35 anos de idade, e vive entre sua cada na Barra da Tijuca e na Vila Cruzeiro, ambos no Rio de Janeiro, com sua família. Seria ele um talento desperdiçado? A depressão venceu o talento? O certo é que ele não será o único a passar por problemas pessoais em sua carreira e não será o último a sofrer com os acasos da vida. Um exemplo é o jogador Nilmar, atualmente no Santos, que também está sofrendo depressão e se mantém afastado das atividades do clube.
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