quinta-feira, 5 de outubro de 2017

As camisas do centroavante Careca

Por Victor de Andrade


Neste 5 de outubro, um dos maiores centroavantes da história do Brasil, dono da camisa 9 da Seleção entre os anos 80 e início dos 90, completa 57 anos de idade. Estamos falando de Antônio de Oliveira Filho, o Careca, ídolo do Guarani, São Paulo, Napoli e com passagens também por Kashiwa Reysol, do Japão, Santos FC e Campinas FC, clube que ele fundou, em parceria com o também ex-centroavante Edmar, na segunda metade dos anos 90. Confira como foi a passagem dele por estes clubes e, é claro, pelo time canarinho.

GUARANI


Careca começou a jogar futebol em Araraquara, cidade onde nasceu, e quando foi descoberto, o levaram para o Guarani, em Campinas, onde chegou em 1976. Dois anos depois, foi alçado ao time principal, com 18 para 19 anos, e, ao lado de outros jovens, como Zenon e Renato, conquistou o Campeonato Brasileiro de 1978, em final contra o Palmeiras. Careca ainda conquistaria, pelo Guarani, a Taça de Prata de 1981. Em 1983, foi negociado com o São Paulo.


SÃO PAULO FC


Careca chegou no São Paulo com status de um dos melhores jogadores do País, mas com uma grande responsabilidade: substituir o ídolo Serginho Chulapa, que foi para o Santos. O centroavante não decepcionou e ao lado de outros grandes jogadores, como Müller, Sidney, Silas e Pita formou a geração conhecida como os "Menudos do Morumbi", em alusão ao jovem grupo musical porto-riquenho que fazia muito sucesso na época. Pelo Tricolor, conquistou os Paulistas de 1985 e 1987, além do Brasileirão de 1986, em uma final épica contra o Guarani.


NAPOLI


Careca deixou o São Paulo como o melhor jogador brasileiro da época e foi para o então campeão italiano: o Napoli. Além disso, passou a jogar ao lado do gênio Maradona. Os dois se deram muito bem e formaram uma das melhores duplas do futebol mundial. Era um momento mágico para o clube, foi foram anos brigando de igual para igual com as grandes forças italianas (Juventus, Milan e Internazionale). Careca conquistou, pelo Napoli, o Scudetto e a Supercopa da Itália, em 1990, e a Copa da Uefa em 1989. Careca saiu do time em 1993, quando o Napoli já entrava crise, principalmente devido a suspensão por doping de Maradona.


KASHIWA REYSOL


A recém-criada J-League e a profissionalização do futebol japonês atraíram muitos jogadores brasileiros para a terra do sol nascente e Careca também foi para o oriente. Porém, o Kashiwa Reysol não era um clube da elite, pois a primeira J-League teve apenas 10 equipes, mas o centroavante ajudou a equipe chegar à divisão principal do Japão e o Kashiwa Reysol, depois, se tornou um grandes do País. No início de 1997, Carece voltou ao Brasil para dar seus últimos passos na carreira.


SANTOS FC


Careca nunca escondeu que torce para o Santos e que gostaria de encerrar a carreira no Peixe. Seu pedido foi atendido e desembarcou na Vila Belmiro em 1997. Porém, como ele já não era o mesmo jogador e também com um problema na planta do pé, jogou pouco no Alvinegro Praiano, disputando apenas o Campeonato Paulista, mas, ainda assim, dando para reviver seus bons momentos com Müller, com quem fez dupla de ataque no São Paulo e na Seleção Brasileira. Seu único jogo como titular foi contra o Palmeiras, na Vila Belmiro, quando marcou o segundo dos dois gols dele na passagem pelo clube.


CAMPINAS FC


Após encerrar a carreira, Careca fez uma sociedade com o também ex-centroavante Edmar, "nascido" no mesmo Guarani, e montou o Campinas FC, que seria o terceiro time profissional da cidade na época. A equipe estreou em 1998, jogando o Campeonato Paulista da B1-B, a quinta na escala. Porém, a criação da agremiação fez com que Careca (e Edmar também) tirasse a poeira da chuteira e voltasse a atuar, fazendo até alguns gols. Careca em campo pelo Campinas FC personificou o ditado "pênalti é tão importante que deveria ser batido pelo presidente do clube", que aliás ele fez contra o Osasco FC.


SELEÇÃO BRASILEIRA


"Voando" no Guarani, Telê Santana passou a convocá-lo para a Seleção Brasileira nos amistosos de preparação para a Copa de 1982. Com os problemas físicos de Reinaldo, o centroavante estava ganhando a briga pela titularidade, mas uma contusão o tirou do Mundial. Porém, a partir de 1983, Careca foi, praticamente, o dono da camisa 9 da amarelinha por 10 anos. Na Copa de 1986, jogou muito, marcou cinco gols e foi vice-artilheiro. No Mundial seguinte, marcou mais dois na estreia, mas caiu naquela que é considerada a pior campanha em Copas. Foi o titular de Parreira no ciclo para a Copa de 1994, mas depois de algumas fracas atuações nas Eliminatórias, em 1993, o próprio Careca pediu dispensa da Seleção, não voltando mais a jogar pelo time canarinho.
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