segunda-feira, 25 de setembro de 2017

A Dinamáquina da Copa do Mundo de 1986

Por Lucas Paes

A equipe que 'abalou' os adversários na primeira fase da Copa do Mundo de 1986

Em 1992, com um time considerado mágico e que ganhou para a eternidade o apelido de Dinamáquina, a Dinamarca conquistou a Eurocopa. Em 1984, na Eurocopa, os dinarmaqueses haviam chegado a semifinal, caindo para a Espanha, nos pênaltis. Dois anos depois, a seleção daquele país chegou pela primeira vez a uma Copa do Mundo e as apresentações da equipe foram tão impactantes que ganharam o apelido de Dinamáquina.

O time de Laudrup e cia chegou a Copa através do primeiro lugar no Grupo 6 das eliminatórias européias, batendo a União Soviética, que se classificou no segundo lugar. Entre os resultados, destacam-se uma vitória sobre os Soviéticos por 4 a 2, em casa e uma goleada sobre a Noruega por 5 a 1, fora de casa. 

Os Danish Dynamite estrearam naquele ano diante da Escócia, em Neza. Sem empolgar muito na primeira partida, o gol de Ekjar-Arsen deu a vitória aos dinarmaqueses, que teriam na segunda rodada um compromisso muito mais complicado na teoria, diante do tradicional Uruguai. A Celeste Olimpica havia estreiado com empate diante da Alemanha Ocidental.

Laudrup era o jogador mais importante da equipe

Só que os uruguaios foram vítimas de uma goleada impiedosa e do melhor jogo da Dinamarca até ali. Com um futebol envolvente e muito toque de bola, a surra começou com Ekjar-Arsen, após boa jogada de passes e assistência de Laudrup. A expulsão de Bossio, ainda no primeiro tempo, complicou ainda mais as coisas para os sul-americanos. 

Francescoli ainda conseguiu obrigar o goleiro Rasmussen a trabalhar, pouco depois da expulsão. Tocando bola, os europeus criavam ótimas chances. Foi só aos 41’ do primeiro tempo, que Leby marcou o segundo, após passe da direita. O Uruguai, porém, conseguiu diminuir quatro minutos depois, com Francescoli, batendo pênalti que ele mesmo sofreu.

Após a Celeste perder grande chance, com Diogo, foi Michael Laudrup quem se encarregou de marcar o terceiro gol. Em uma das jogadas mais bonitas daquele mundial, ele entrou como um cometa no meio da defesa uruguaia, fintou o goleiro e marcou um golaço. O terceiro gol veio em outra jogada destruidora de Laudrup, que acabou completada por Erkjar-Arsen.

Um dos gols da seleção na Copa

Arsen completou uma tripleta, em contra ataque rápido onde ele fintou o goleiro e marcou. Em outro contra ataque rápido, Olsen fechou a histórica goleada, que acabou por ser o melhor jogo da Dinarmaca em Copas do Mundo até hoje. A última adversária na fase de grupos seria a temida Alemanha Ocidental.

A última partida da primeira fase foi em Querétaro e a equipe dinarmaquesa foi mais econômica. Olsen marcou de pênalti e Eriksen fez o segundo após rápido contra ataque. Num grupo que era considerado o da morte, a Dinamáquina deixou para trás a Alemanha Ocidental, o Uruguai e a Escócia, ficando em primeiro lugar.

Nas oitavas, veio a Espanha, que tinha em sua linha de frente Butragueño, destaque de um Real Madrid que encatava aquele país com seu futebol ofensivo. Porém, parecia que seria mais uma vitória do time de Laudrup, Ekjar-Arsen e cia, quando Olsen abriu o placar de pênalti, aos 33’. Mas um passe errado da defesa do time sensação da competição acabou entregando o empate, quando Butragueño empatou. A partir dali, o dia viraria um show do atacante madridista.

A goleada sobre o Uruguai

No segundo tempo, em jogada de escanteio muito parecida com o gol de Paolo Rossi contra o Brasil na copa anterior, Buitre marcou seu segundo gol no jogo. Depois, ele sofreu pênalti que Goicochea bateu para ampliar o placar. Impiedoso, Butragueño marcou outros dois, um em jogada de contra ataque e de pênalti para fechar a goleada espanhola.

O histórico time dinarmaquês acabou com uma eliminação amarga. A Espanha, que vinha sem muito alarde, acabaria eliminada pela Bélgica, outra sensação daquele torneio. O legado do futebol encantador de Olsen, Laudrup, Ekjar-Arsen e cia permaneceria vivo. Seis anos depois, quando todos pensavam que o encato tinha morrido, a Dinamarca conquistaria a Eurocopa, o maior título de sua história. 

Sepp Piontek foi o treinador responsável por montar o time que muita gente chamou de “A resposta européia para o Brasil”. Com jogo ofensivo extremamente rápido e eficiente, houveram comparações com o futebol total holandês. A Dinamarca encantou o mundo antes de ser destroçada pela atuação magistral de Butragueño naquelas oitavas de final.
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