quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Cláudio, um goleiro inesquecível para quem o viu jogar

Por Lula Terras


Caso estivesse vivo, nesta terça-feira, dia 22, estaria completando 77 anos um dos melhores goleiros que vi atuando no futebol brasileiro: Cláudio César de Aguiar Mauriz, ou simplesmente, Cláudio que defendeu o Santos FC, em dois períodos: de 1965 a 1969, e depois, de 1972 a 1973. Apesar de uma estatura considerada baixa para a posição, de 1,77 metros, Cláudio era especialista em defesas de grande plasticidade. Suas pontes áreas resultaram em defesas memoráveis, para o deslumbre de quem teve o privilégio de vê-lo em campo.

Nascido em 22 de agosto de 1940, no Rio de Janeiro, Cláudio se destacou, também como goleiro do Olaria e Fluminense, antes de chegar ao Santos, para substituir o grande Gilmar dos Santos Neves, já prestes a se aposentar. E, foi na Vila Belmiro, que o jovem carioca mostrou todo seu potencial, com 223 partidas realizadas, que valeram sete participações na Seleção Brasileira.

O goleiro com companheiros de clube

Cláudio não foi mais longe devido às inúmeras contusões, que acabaram por abreviar sua carreira precocemente. No dia 24 de julho de 1979, morria, aos 38 anos de idade, em Nova York, nos Estados Unidos, quando tratava de um câncer.

Para ilustrar, sua brilhante passagem pelo Santos, um dos jogos mais marcantes foi o acontecido em 17 de dezembro de 1966, contra o Corinthians, que amargava um longo período sem vencer o Santos. O jogo estava empatado em 1 x 1, gols de Flávio para o Corinthians e Zito, para o Santos. O árbitro do jogo deu um pênalti a favor do time da Capital, aos 42 minutos do 2° tempo, e era a grande chance de colocar um fim no jejum. Cláudio defendeu a cobrança de Nair, e manteve a invencibilidade, que só terminou em 1968.

Matéria no Grandes Momentos do Esporte, da TV Cultura
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2 comentários:

  1. Muito feliz e honrado pela reportagem que revive um pouco a história do meu pai, que nos deixou quando eu ainda tinha parcos oito anos de idade. Com o passar dos anos, mesmo sem a presença física dele, passei a conhecer o homem que ele foi e o seu caráter através das histórias contadas por quem conviveu com ele, dentro ou fora dos campos. Obrigado pela carinhosa lembrança Lula Terras. Marcello Mauriz.

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  2. Lembro que o Cláudio escreveu um livro referente às posição de goleiro. Teorização, com inteligência, o que o tornará um goleiro de Seleção. Era um indivíduo diferenciado, inteligente.
    Teria muito satisfação e orgulho de ter um livro desses em minha 'biblioteca' Santista.

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