quinta-feira, 20 de julho de 2017

O Expressinho Tricolor campeão da Copa Conmebol de 1994

O Time que Goleou o Peñarol por 6 a 1. Em pé: Mona,Rogério Ceni,Nélson,Bordon e Ronaldo Luís
Abaixados: Pavão,Catê,Toninho,Pereira,Denílson e Caio

No Campeonato Brasileiro de 1993, o São Paulo FC (que naquele ano conquistou o bi-campeonato da Libertadores e da Copa Intercontinental) ficou em quarto lugar. A colocação deu direito ao Tricolor de disputar a Copa Conmebol do ano seguinte (competição muito similar à atual Copa Sul-Americana). Como o clube do Morumbi disputava muitos torneios, a diretoria e comissão técnica resolveu utilizar o Expressinho, como era conhecido o time reserva da agremiação e, mesmo assim, conquistou o título continental.

O Expressinho já jogava junto, normalmente, diversas oportunidades, principalmente quando o calendário apertava para a equipe principal, que por causa dos diversos títulos conquistados, disputava muitas competições. Apesar de ser um time reserva, era muito forte, já que alguns nomes da equipe depois fariam sucesso, como Denilson, Juninho (que ganhou o 'sobrenome' Paulista quando foi para o Rio de Janeiro, depois de passar pela primeira vez na Europa), Caio, Bordon, o treinador Muricy Ramalho e o maior ídolo da história tricolor, Rogério Ceni.

O sorteio colocou o Tricolor encarando o Grêmio na primeira fase. Em 2 de novembro de 1994, as duas equipes empataram em 0 a 0 no Olímpico, em Porto Alegre. No Morumbi, oito dias depois, outra igualdade sem gols e a decisão foi para as penalidades. Nas cobranças, o São Paulo brilhou e venceu por 6 a 5. Um detalhe: Rogério Ceni bateu um dos pênaltis, o último para ser mais preciso, e converteu.

Juninho recebendo a taça de Nicolas Leoz

Seis dias depois, o São Paulo voltava a jogar no Morumbi, quando encarou o Sporting Cristal. Os peruanos surpreenderam no primeiro tempo e abriram o marcador com Palacios. Na segunda etapa, Muricy colocou Juninho, que empatou. Caio e Denilson definiram o placar de 3 a 1 para o São Paulo. 

Aliás, esta partida foi preliminar do jogo onde o time principal do Tricolor derrotou o Grêmio também por 3 a 1. O mais interessante é que Juninho também participou desta partida, fazendo dois confrontos no mesmo dia. Voltando à Conmebol, no jogo de volta, em Lima, o São Paulo segurou o 0 a 0 e garantiu vaga na fase seguinte.

Nas semifinais, o adversário seria o rival Corinthians, que entrou naquele confronto com sua equipe titular. No primeiro jogo, no Pacaembu, uma chuva de gols. Casagrande, Branco e Marques marcaram para o Timão, mas os três de Juninho e mais um de Catê deram a vitória ao Tricolor, por 4 a 3.

Os gols do primeiro jogo da final

Na partida de volta, no Morumbi, foi a vez do Corinthians fazer 3 a 2, com Daniel Franco, Tupãzinho e Viola marcando para o Timão e Caio e Juninho fazendo os tentos do Tricolor. Na penalidades, o São Paulo levou a melhor e garantiu sua vaga na final. Rogério Ceni novamente bateu e fez, já demonstrando o que poderia fazer na carreira.

Na final, o São Paulo encarou o temido Peñarol. Porém, toda essa força do time uruguaio caiu por terra no primeiro jogo, realizado no Morumbi. Naquele 13 de dezembro, acho que nem o grande time titular do Tricolor derrotaria o Expressinho. O placar da partida foi de 6 a 1, com um detalhe: o Peñarol abriu o marcador, aos 4 minutos, com Aguilera. Mas Caio, duas vezes, Catê, três, e Toninho fizeram na goleada.

Com o marcador dilatado, a segunda partida, no dia 21 de dezembro, no Centenário, em Montevidéu, foi apenas protocolo. O Expressinho segurou o Peñarol até os 12 minutos do segundo tempo, mas Rodriguez, duas vezes, e Silva fizeram 3 a 0 para o Aurinegro. Porém, a taça foi do Tricolor e com o seu time considerado reserva.
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