quarta-feira, 12 de julho de 2017

27 anos sem João Saldanha

Polêmico e competente, João Saldanha fez história no futebol brasileiro

Há 27 anos, durante a Copa do Mundo da Itália, no dia 12 de julho de 1990, falecia João Saldanha, gaúcho que fez história no Rio de Janeiro, ativista político, jornalista esportivo, comentarista e técnico de futebol.

Nascido no dia 03 de julho de 1917 em Alegrete-RS, João Saldanha passou a sua infância em Curitiba-PR e depois foi morar no Rio de Janeiro com seu pai. Na cidade carioca, se filiou ao Partido Comunista Brasileiro, onde tempos depois se tornaria um dos opositores do Regime Militar e figura de destaque do 'partidão', como era conhecido.

Quando jovem, Saldanha jogou profissionalmente por um curto período no Botafogo, mas se formou em Direito na Universidade do Brasil, atual UFRJ. Além disso, estou Jornalismo e se tornou um dos maiores cronistas esportivos brasileiros.

Começou a sua carreira jornalística em 1960, integrou as equipes das rádios Guanabara, Nacional, Globo, Tupi e Jornal do Brasil, esteve na televisão nos canais Rio, Manchete e Globo e assinou colunas nos jornais Última Hora, O Globo, Jornal do Brasil e na revista Placar.

No ano de 1957 o então jornalista e apelidado de 'João Sem Medo' por Nelson Rodrigues, foi contratado como técnico do Botafogo, e conquistou ao lado de Garrinha, Nilton Santos e Didi o campeonato estadual daquele ano ao golear o Fluminense por 6 a 2.

Anos depois, em 1969, Saldanha foi anunciado como o novo treinador da seleção brasileiro e, para acabar com as críticas de que não havia um time-base, o novo treinador decidiu convocar um time formado por uma maioria dos melhores jogadores de Santos e Botafogo, grandes times da época.

Com 100% de aproveitamento em seis jogos das Eliminatórias, a sua equipe foi chamada de 'As feras do Saldanha' e, com autoestima e a confiança retomada após campanha pífia na Copa de 66, o Brasil se classificou para a Copa do Mundo do México. Com uma base formada por jogadores do Santos, Cruzeiro e Botafogo e a dupla Tostão e Pelé, o time de Saldanha usava o entrosamento dos atletas em seus respectivos times.

Mesmo apresentando bom desempenho, Saldanha foi criticado por não ter o entendimento de preparação física e, também por motivos políticos, como não selecionar jogadores indicados pelo presidente Emílio Garrastazu Médici e por ser militante do Partido Comunista. Na sequência, foi dispensando do comando da seleção nacional meses antes do Mundial.

Após a passagem como técnico de futebol, Saldanha retornou ao jornalismo, e seu último trabalho na área foi na cobertura da Copa do Mundo de 1990, para a TV Manchete, quando estava debilitado e acabou falecendo em Roma.
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