quinta-feira, 1 de junho de 2017

França 1990/1994 - Os anos perdidos dos 'Les Bleus'

Por Lucas Paes

Francês desolado com o gol da Bulgária: duas Copas seguidas fora

Em 1998, a geração de Petit, Zidane, Henry, Djorkaeff e Cia faria da França campeã mundial, com um verdadeiro passeio pra cima da Seleção Brasileira. Só que a década de 1990 não foi só de comemorações para os franceses, já que antes do ouro, os Bleus conheceram o fundo do poço por duas vezes.

Com uma geração encabeçada pelo lendário Eric Cantona, escolhido pelos torcedores como o maior jogador da história do Manchester United e que recentemente aniversariou, os franceses tinham uma equipe razoável, mas passaram os dois maiores vexames de sua história em eliminatórias para os mundiais da FIFA, não se classificando nem para a edição da Itália em 1990 e nem para a histórica edição de 1994 nos Estados Unidos.

Ginola foi considerado o culpado pela desclassificação

Em 1990, os gauleses foram colocados em um grupo que tinha a fortíssima Iugoslávia, a perigosa Escócia e as fracas seleções cipriota e norueguesa. Em um time que tinha Papin, Cantona e Sauzee e sofria com a entressafra da geração de Platini e Cia, era esperado que a briga fosse pela segunda vaga, já que a Iugoslávia vivia um momento apoteótico, numa incrível geração pré-guerra civil. Mas a equipe treinada por um inexperiente Platini não se classificou ao mundial.

Pontos perdidos fora de casa acabaram custando a vaga aos franceses. Já na segunda rodada, a equipe não saiu de um empate com o fraco Chipre, que marcaria apenas dois pontos na competição, fora de casa. Além disso, empataram com os noruegueses, que perderiam para Escócia e Iugoslávia dentro dos próprios domínios. A campanha fraquíssima fora de casa acabou por custar a vaga, mesmo com uma vitória tranquila sobre o Chipre, em casa, na última rodada, o empate dos escoceses com os nórdicos custou a vaga.

Derrota para Israel em casa

Quatro anos depois, Gerard Houllier passou a comandar os Bleus. Além dele, os franceses tinham novo fôlego, além do já citado Cantona, chegavam ao time jogadores do nível de Ginola, Lizarazu, Desailly, juntando-se a alguns já experientes como Papin. Após uma estreia com derrota para a Bulgária de Stoichkov, a França começou a ganhar os jogos (foram seis vitórias em sete jogos) e se posicionou bem na classificação, lutando pela vaga com suecos e búlgaros.

A história do que aconteceu em 1993 é amplamente conhecida no mundo do futebol. A França jogava em casa, contra a lantera e já eliminada seleção israelense, precisando apenas vencer em casa para se classificar. Haraz colocou Israel a frente. Sauzee e Ginola viraram, mas Lama empatou. Desesperado, o time francês levou um gol bobo no contra ataque no final da partida e tudo ficou para a complicadíssima partida contra a Bulgária. Aos israelenses, restou comemorar uma vitória histórica.

Eric Cantona era o grande nome daqueles anos

Na derradeira partida contra a Bulgária, os franceses saíram na frente com gol de Cantona, mas levaram o empate com Kostadinov. Com o empate sendo favorável aos franceses, os Bleus jogaram o segundo tempo inteiro na defesa. A estratégia obviamente deu errado: no finalzinho, Ginola jogou uma bola errada para a área e o contra ataque resultante disso deu aos búlgaros o gol da classificação e da vaga. 

Após o jogo, o treinador Houlier acusou Ginola de ter a culpa pela eliminação: “Ginola assassinou a nação francesa”. Nem Ginola nem Cantona defenderam mais a seleção, sendo que o “culpado” pela derrota para os búlgaros foi para a Inglaterra, onde marcou a história do Newcastle United. Cantona já era jogador do Manchester United, onde faria história.

A eliminação frente à Bulgária
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