sexta-feira, 2 de junho de 2017

Alecrim bicampeão do Campeonato Potiguar em 1985 e 1986

Por Lucas Paes

Em pé: Cesar, Aurélio, Ronaldo, Lúcio, Carlos Alberto e Soares
Agachados: Curió, Odilon, Freitas, Didi Duarte e Edmo.

Fundado em 1915, o Alecrim Futebol Clube é o “primo pobre” de Natal. Concorrendo com o ABC e com o América, a equipe acabou sempre relegada ao segundo escalão. Ainda assim, o Periquito conquistou alguns títulos, entre eles, os mais importantes são os sete títulos do estadual. Este texto vai justamente lembrar as duas últimas conquistas: o bi em 1985 e 1986.

Na primeira conquista, a equipe alviverde ganhou os dois últimos turnos da competição, acabando por fazer a final com o América, que tinha ganhado o primeiro. Na final, o Alecrim venceu por 2 a 0, gols de Freitas e Odillon, já no finalzinho do jogo. A decisão ocorreu no primeiro dia de Dezembro e levou 12 mil pessoas ao antigo Castelão. Além do título, o Alecrim teve o artilheiro da competição: Curió, com 10 gols.

O time que jogou a final foi formado por César, Saraiva, Lúcio Sabiá, Ronaldo, Soares, Carlos Alberto, Edmo, Didi Duarte, Curió, Freitas e Odilon. Baíca e Romildo entraram na partida depois. 

Ferdinando Teixeira, o primeiro, era o treinador da equipe

Mantendo o time base, a equipe ganhou de novo dois de três turnos no campeonato de 1986. Só que na final, o adversário foi o ABC. O jogo ficou no 0 a 0 e o título foi de novo para o alviverde. A artilharia ficaria de novo com Curió, que desta vez foi as redes em 12 oportunidades.

Na decisão de 86, ocorrida em 17 de agosto, o time foi formado por César, Saraiva, Lúcio Sabiá, Ronaldo, Soares, Doca, Didi Duarte, Odilon, Curió, Baíca e Edmo. Romildo e André entraram depois. Outra vez, o jogo foi no Castelão, só que, nessa oportunidade, apenas 6 mil torcedores estiveram presentes. 

Ferdinando Teixeira era o treinador que levou o Periquito as duas conquistas. Ele teve números bons treinando o alviverde da capital potiguar: naquela passagem, foram 71 jogos, com 35 vitórias, 18 empates e 18 derrotas. Seu time marcou 101 vezes e acabou sofrendo 58 gols. Esses números contam toda a passagem, e não somente os dois títulos. Curió, Odillon e Didi Duarte foram os principais artilheiros de sua estadia no clube.

O primeiro gol na decisão de 1985

Os títulos renderam ao clube uma participação no Brasileirão daquele ano. A equipe terminou na 45ª colocação (entre 80 times), conseguindo apenas uma vitória (contra o Santos), três empates (Comercial, Portuguesa e Vitória) e outras seis derrotas, num daqueles campeonatos de formulas mirabolantes que ocorriam nos anos 1980.
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