quarta-feira, 15 de março de 2017

Tim Maia e o futebol

Apesar de não ser um grande fã de futebol, Tim Maia, o Síndico
regravou os hinos do América, Vasco, Flamengo e Fluminense

Um dos maiores cantores da história da música brasileira, com sua voz potente, swing e influências que iam de rock até soul music. Gênio e genioso, pois não aparecia nos compromissos, mas sempre surpreendia à todos. Este era Tim Maia, que nasceu em 28 de setembro de 1942 e faleceu em 15 de março de 1998. O 'Síndico', como era conhecido, tinha vários enigmas, por seu jeito de ser, e um deles era qual o time que torcia.

Por ter nascido e sido criado na Tijuca, ainda mais na Rua Afonso Pena, muitos diziam que Tim Maia torcida pelo America, pois era vizinho da sede do clube. O cantor chegou até a gravar uma versão do hino da agremiação, em 1995, para o primeiro CD da Placar com músicos conhecidos gravando as canções dos times de coração. Na segunda edição, já nos anos 2000, o único registro que foi repetido foi o dele. Porém, a informação de que ele torcia para o Diabo nunca foi confirmada. No máximo, em uma entrevista dada a Juca Kfouri, em 1997, ele disse que era americano "de nascença".

América

Outra versão é de que ele seria flamenguista, já que no primeiro disco de Tim Maia havia uma faixa chamada Flamengo. Isto fez muitos acreditarem que ele era Rubro Negro. Porém, a música, na verdade, era apenas um instrumental com um grito de "Flamengo" parecido com o da arquibancada. Além disso, o 'Síndico' nunca confirmou a informação.

Uma terceira hipótese é de que o cantor torcia para o Vasco da Gama. Nelson Motta, autor da biografia de Tim Maia, chamada "Vale Tudo", e grande amigo dele, disse no livro o seguinte: "ele era um vascaíno relapso e americano eventual". Tem até versões que diziam que ele era Tricolor. Porém, a real é que Tim Maia não era tão ligado aos jogos de futebol e, por isso, pela vizinhança, era capaz de ele ser mais simpático ao time da Tijuca.

Flamengo

Mas se ele não era tão fã de futebol, reconhecida o talento de Lamartine Babo, compositor dos hinos dos clubes tradicionais do Rio de Janeiro. Como já falado acima, ele gravou a canção do América para a Revista Placar em 1995 e na também já citada entrevista ao Juca Kfouri, de 1997, ele fez um apelo para gravar os hinos dos quatro grandes da cidade e foi atendido. Ele fez registros das canções de Fluminense, Vasco e Flamengo. Porém, faleceu antes de colocar a voz no hino do Botafogo.

Porém, a relação de Tim Maia com o futebol não acaba aqui, pois envolve também a maior paixão de sua vida: Maria de Jesus Gomes da Silva, a Geisa. Ele a conheceu quando esta ainda era adolescente e iniciaram um romance rápido e turbulento. Geisa o abandonou para se envolver com um jogador de futebol, o goleiro reserva de Félix no Fluminense, Jorge Vitório, por quem se apaixonou, deixando o cantor arrasado.

Vasco da Gama

Durante o período em que esteve separado de Geisa, Tim aproveitou seu sofrimento e compôs clássicos como “Réu confesso”, “Que beleza” e “Gostava tanto de você”. Ao final das gravações do álbum de 1973 que continha essas músicas, Geisa retornou aos braços de Tim Maia, contudo, grávida de seis meses do jogador, que era casado e a abandonara.

Apaixonado, Tim nem quis saber, assumiu a criança e a registrou como seu filho, o hoje cantor Léo Maia. Com Geisa, Tim teve seu filho biológico, Carmelo Maia. Essa história é retratada não só em sua biografia como no filme que a mesma inspirou, sendo que no caso, a personagem de Alinne Moraes chama-se Janaína e não Geisa, por representar as diversas mulheres da vida de Tim.

Fluminense

Tim Maia teve uma vida de excessos, pois ele vivia intensamente. Era maluco, mas talentosíssimo. O 'Síndico', apelido dado à ele por Jorge Ben, na música W/Brasil, faleceu no dia 15 de março de 1998, quando ia começar um show no Teatro Municipal de Niterói, que viraria um especial do canal Multishow. Naquele dia, a música brasileira perdia uma grande voz.
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