segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

O atual protagonismo dos treinadores ajuda ou prejudica o nosso futebol?

Por Lula Terras

O trabalho de Tite é muito bom. Porém, a seleção virou "grupo de confiança" do treinador

O Brasil conquistou seus principais títulos no futebol tendo como protagonistas atletas como Pelé, o maior de todos, Garrincha, Nilton Santos, Gilmar, Bellini, Carlos Alberto Torres, Zito, Tostão, Rivellino, Gerson, e muitos outros. Graças a eles, fomos até há pouco tempo reconhecidos mundialmente como o País do Futebol, A Pátria de Chuteiras entre outras denominações.

Naquele período, cabia aos treinadores a capacidade de saber mexer nas peças, para reverter um resultado negativo, e não existia a preocupação de ser mais importante que o atleta, situação que mais se vê hoje, ao ponto de não existir mais seleções nacionais e sim um grupo da confiança do treinador.

O excesso de humildade de boa parte dos treinadores, geralmente os de ponta, a meu ver, foi danoso para a categoria, tanto que até hoje sofrem com a ameaça do desemprego, a cada derrota sofrida. Hoje, existe uma movimentação entre treinadores mais experientes pela aprovação, no Congresso Nacional, da Lei Caio Júnior, que garante a estabilidade no emprego. Justa a reivindicação! Agora, em contrapartida, o que temos visto de positivo nisso: nada que venha a recolocar o nosso futebol no rol dos campeões.

Luxemburgo foi um "técnico protagonista" pioneiro

Hoje, o descontrole é tanto que a gente vê pela imprensa especializada, treinadores, com raríssimas exceções, que definem a vida administrativa e esportiva dos clubes, existindo casos que mandam mais que o próprio presidente. Os atletas contratados vêm com o perfil para cumprir uma das funções especificadas pelo treinador, que tratam uma partida de futebol, como se fosse um jogo de xadrez.

Como sei que não sou o dono da verdade, e nunca tive a pretensão de ser, deixo em aberto uma discussão, em que os treinadores sejam respeitados em seus direitos, mas, que seja obrigado a uma reciclagem periódica, cujo foco é abolir do futebol, o termo que diz: o medo de perder tira a vontade de ganhar.
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