sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Pênalti à Panenka

Panenka comemorando o gol de pênalti com cavadinha, que deu o título para os tchecos em 1976

Final da Eurocopa de 1976, em 20 de junho de 1976, no Estádio Estrela Vermelha, em Belgrado. Tchecoslováquia e a então campeã do mundo Alemanha decidiam o título da competição. Os Tchecos venciam a partida no tempo normal por 2 a 1, até que aos 44' do segundo tempo, Hölzenbein empatou e levou o jogo para a prorrogação.

Depois de 30 minutos sem balançar as redes, as duas seleções tiveram que ir para a disputa de penalidades para ver quem seria a campeã. A Tchecoslováquia começou batendo com Masny, que fez o gol. O alemão Bonhof também marcou. Os jogadores foram convertendo as cobranças até que o germânico Hoeness perdeu: 4 a 3 e o título ficou nas mãos dos tchecos.

Panenka defendendo a Seleção da Tchecoslováquia

Para a cobrança foi Antonín Panenka. O jogador do Bohemians Praga ajeitou a bola, tomou distância, partiu para a cobrança e com um leve toque para o alto, "matou" o posicionamento do grande goleiro alemão Sepp Maier, dando o título de campeão europeu para a Tchecoslováquia. E ali o mundo ficava conhecendo o pênalti com cavadinha, ou à Panenka.

Antonín Panenka, que popularizou o lance, nasceu em Praga, capital da atual República Checa, em 2 de dezembro de 1948. Começou jogando no Bohemians e chegou à Seleção de seu país em 1973. Apesar de ter jogado em outras equipes, como o Rapid Viena, o ápice em sua carreira foi, com certeza, o pênalti batido com cavadinha na final da Eurocopa de 1976.

Zidane e a cobrança de pênalti na final da Copa de 2006

Este estilo de batida no pênalti é considerado o com mais categoria para o lance. No Brasil, ele foi popularizado nos anos 90, com as famosas cobranças feitas pelo meia Djalminha, quando este defendia o grande time do Palmeiras de 1996. A partir daí, outros jogadores começaram a fazer o lance por estas terras.

Internacionalmente, depois de Panenka, outras duas cobranças neste estilo ficaram marcadas. Zidane bateu desta forma no tempo normal da final da Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. Apesar de ter balançado as redes do gol defendido por Buffon, a Itália logo em seguida empatou o jogo e foi campeã na decisão por pênaltis, que por ironia do destino não contou com Zidane, expulso por uma cabeçada no zagueiro Materazzi, que havia feito o gol da Azzurra. De cabeça!

Loco Abreu e sua cobrança à Panenka na Copa de 2010

A outra cobrança conhecida mundialmente com cavadinha aconteceu nas quartas de final da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. Uruguai e Gana decidiam uma vaga nas semifinais. A partida estava 1 a 1, quando o atacante Luiz Suárez tirou com a mão um gol certo dos ganeses no último minuto da prorrogação. Pênalti! Asamoah Gyan foi para a cobrança e mandou a bola por cima da trave.

A decisão foi para as penalidades e na última cobrança, o centroavante uruguaio Sebastían 'Loco' Abreu meteu a cavadinha, enganou o goleiro Kingson e colocou os uruguaios na semifinal do Mundial. Mais um jogo importante decidido com um pênalti à Panenka, colocando o nome do ex-jogador tcheco novamente em evidência.

Vídeo do pênalti
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Um comentário:

  1. Sebastian "loco" Abreu no mesmo ano de 2010 já havia usado o recurso em penal na final do campeonato Carioca desse mesmo ano, calando assim milhas de torcedores burro-negros

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