quinta-feira, 28 de julho de 2016

Atlético Nacional - Conquista da Libertadores mais do que justa

Por Lucas Paes

Jogadores do Atlético Nacional comemoram a conquista do título

Desde mais ou menos a terceira rodada da fase de grupos da Libertadores, se falava muito do futebol de dois times: o colombiano Atlético Nacional e o argentino Rosário Central. Porém, enquanto um destes times passou da primeira fase com o pé nas costas e com a melhor campanha da fase de grupos (os Verdalogas), os “Canallas” sofreram, mas conseguiram a classificação em primeiro lugar no grupo que tinha Nacional, River do Uruguai e o Palmeiras.

A primeira fase, aliás, já mostrava o que era esse time do Atlético: 12 gols marcados e nenhum gol sofrido e uma campanha estupenda de cinco vitórias e um empate. Os colombianos, porém, sofreram nas oitavas contra o encardido Huracán, enquanto os Canallas bailaram pra cima do Grêmio, vencendo por 1 a 0 em Porto Alegre e 3 a 0 em Rosário. A surpresa das oitavas era a eliminação do atual campeão, River Plate, para o Independiente Del Vale do Equador.

Nas quartas de final o confronto entre os dois times de melhor futebol da Libertadores rendeu um confronto épico e polêmicas. O Rosário venceu por 1 a 0, em casa, e impôs aquela que seria a única derrota do Atlético Nacional na Libertadores. Na segunda partida, o Atlético Nacional vencia apenas por 2 a 1, resultado que daria a vaga ao Rosário Central, mas aos 50 minutos, Berrio fez o gol da classificação e deu início à uma confusão clássica de Libertadores.

Alívio ao fim da partida: a segunda Copa do Verdalogas

Este jogo teve algumas polêmicas com relação à arbitragem, começando pelo pênalti, que foi polêmico e para muitos mal marcado, já que o jogador do Atlético Nacional tentava levantar quando a bola encostou em sua mão e passando pelo exagerado tempo de acréscimo de 6 minutos, mas qualquer resultado seria justo naquele confronto e entre os dois times que melhor jogavam futebol na América do Sul sobreviveram os Verdalogas.

Na semifinal o adversário foi o cascudo São Paulo e aqui houveram muitas reclamações com a arbitragem, o São Paulo não jogou bem no Morumbi, mas a partida se encaminhava para um 0 a 0 até o juiz expulsar Maicon, que deu um tapa no jogador do Atlético. O Atlético à partir dai dominou o jogo e fez 2 a 0 com dois de Borja.

No jogo da volta, o São Paulo foi muito guerreiro e isso merece destaque: Calleri botou o tricolor a frente em cabeçada certeira, Borja empatou para o Nacional, pouco depois Calleri mandou uma cabeçada na trave, no final do primeiro tempo o lance que poderia ter mudado a partida, Hudson foi empurrado na área na hora em que marcaria o segundo gol, o pênalti foi claro e se marcado causaria a expulsão do zagueiro verdaloga.

Bela batalha contra o Rosário Central

O segundo gol do Atlético veio de pênalti, tão claro quanto o que não foi marcado para o tricolor, Borja tenta cruzar e Carlinhos mete a mão na bola cortando o cruzamento do atacante colombiano, na cobrança é o próprio Borja que manda para as redes e faz o quarto gol dele em dois jogos na Libertadores, o Atlético Nacional estava na final.

Do outro lado das semifinais tínhamos o gigante Boca Juniors de Tevez, Lodeiro e Cia contra o desconhecido Independiente Del Vale, e os equatorianos estremeceram a América vencendo o Boca duas vezes, 2 a 1 no Equador e 3 a 2 em plena La Bombonera, a final que muitos esperavam ver entre Boca e Atlético Nacional seria na verdade entre Atlético Nacional e Independiente Del Vale.

Na primeira partida, na semana passada, Berrio abriu o placar para o Atlético, mas Mina empatou para o Del Vale. Hoje o Atlético abriu o placar no começo com o matador Borja, os verdalogas desperdiçaram diversas chances de ampliar mas o Del Vale também ofereceu muito perigo em diversos momentos, porém quando o apito final soou a Libertadores foi pela segunda vez para os verdalogas, um titulo justo e merecido do melhor time da Libertadores de 2016.

Melhor campanha entre os campeões da história

Contra o São Paulo: vitória em pleno Morumbi

Foram 33 pontos, 10 vitórias, 3 empates e apenas uma derrota, nem o Corinthians campeão invicto em 2012 marcou tantos pontos(30 pontos), entre os campeões é disparado a melhor campanha, na frieza dos números porém perde para o Santos eliminado nas semifinais de 2007 que até ali havia marcado 35 pontos, porém havia jogado a primeira fase(ou pré-Libertadores).

O futebol do Atlético nesta Libertadores era baseado na troca de passes e na velocidade, contra o São Paulo, o segundo gol foi uma amostra clara do que o Atlético faz de melhor, troca de passes rápida até encontrar Borja e este fazer o gol, o estilo lembra o da seleção colombiana de 2014, que foi considerada por muitos como a seleção de melhor futebol naquela Copa do Mundo.

Destaques da campanha

Franco Armani
O goleiro argentino é um dos grandes responsáveis pelos bons números da defesa verdaloga, tendo feito defesas importantes quando o time era atacado, quem sabe suas atuações possam o levar à seleção nacional.

Daniel Bocanegra
Autor de dois gols na competição, o lateral-direito teve ótimas atuações nesta Libertadores.

Sebastian Perez
O volante é uma das engrenagens do meio de campo do time e foi convocado para a seleção colombiana devido as boas atuações em 2016.

Macnelly Torres
O experiente meiocampista é um dos principais jogadores de criação da equipe e foi um dos destaques do time na campanha da Libertadores.

Alejandro Guerra
Talvez o melhor jogador do Atlético Nacional nesta competição, o meia Guerra fez 3 gols na competição sendo um deles no jogo contra o Rosário Central em Medellin, ele chegou a ser especulado em times brasileiros como Palmeiras e Santos.

Jonathan Copete
O agora santista foi de grande importância enquanto esteve nos verdalogas, fez 3 gols na competição e era um dos destaques do time, não a toa já vem mostrando futebol no alvinegro.

Marlos Moreno
O habilidoso atacante era o plano A do Santos para contratação junto ao Atlético Nacional mas foi impossível concorrer com os grandes europeus, o jogador tem apenas 19 anos e por isso desperta atenção de tantos clubes, ele marcou 3 gols na Libertadores.

Orlando Berrio
Outro bom jogador, o meia atacante foi responsável pelo gol da classificação contra o Rosário central, ele marcou outros 3 na competição somando 4 gols no total.

Alejandro Borja
Por último mas não menos importante, Borja chegou na semifinal da competição e marcou duas vezes no Morumbi e duas vezes no Atanasio Girardot contra o São Paulo, passou em branco semana passada e hoje deixou de novo sua marca fazendo o gol do titulo, um matador nato.

Casamata
Reinaldo Rueda foi o comandante que deu continuidade ao trabalho baseado no futebol ofensivo e de troca de passes que já tinha começado com Juan Carlos Osório.
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