terça-feira, 7 de junho de 2016

Um Planeta exclusivo do Futebol Feminino

Logo do Planeta Futebol Feminino

Se você quer ficar bem informado sobre o que rola no Futebol Feminino ao redor do mundo, no Brasil há um site totalmente especializado no assunto: o Planeta Futebol Feminino. O Curioso do Futebol conversou com um dos idealizadores do portal, o produtor de conteúdo para internet Rafael Alves.

O profissional, que tem 31 anos e torce para o São Paulo FC e Atlético de Madrid (segundo ele mesmo, desde 2009), é um apaixonado pelo Futebol Feminino. Além de escrever para o site que idealizou, Rafael Alves também colabora com o Premium Esportes e Torcedores.com, sempre falando sobre o que acontece na modalidade esportiva na categoria das mulheres. E o papo foi assim:

O Curioso do Futebol: Quando e como você começou a acompanhar o Futebol Feminino?

Rafael Alves: Já achava interessante em 1996, durante as Olimpíadas, assistia a poucos jogos e, durante a Copa do Mundo Feminina de 1999, passei a acompanhar um pouco mais. De maneira integral, depois de 2003, onde já acompanhava mais as outras seleções.

OCDF: Como surgiu a ideia de criar o Planeta Futebol Feminino?

RA: O Portal Futebol Feminino surgiu depois da Copa de 2011 e tinha uma proposta de trazer uma nova abordagem pra modalidade. Falar de Futebol Feminino com uma certa intimidade, explorando os torneios nacionais e internacionais.

OCDF: Quem, atualmente, faz parte do portal?

RA: Atualmente temos oito pessoas. Mas, o desafio é que a maioria tem seu afazeres profissionais e temos uma certa dificuldade de manter o projeto seguindo.

Rafael Alves, o último da esquerda para a direita, em um evento sobre o tema

OCDF: Desde o tempo em que você começou a acompanhar o Futebol Feminino, o que ficou claro que realmente evoluiu na modalidade?

RA: Hoje vemos mais pessoas interessadas em acompanhar, e isso é bom. Dentro de campo, acredito que a parte física tem se aprimorado bastante, principalmente na Europa, onde já existe um trabalho de longo prazo que surte efeito

OCDF: E o que você acha que ainda deve melhorar?

RA: O profissionalismo dentro da modalidade. Não temos uma cultura de gestão do esporte profissional. Tudo é muito amador. 

OCDF: Quais momentos você acha especiais do Futebol Feminino brasileiro?

RA: Sem dúvida as duas pratas, o vice-Mundial. Mas vou separar dois que eu nunca vou esquecer. A partida contra os Estados Unidos na semifinais da Copa de 2007. Acho que foi a melhor partida coletiva q eu vi na seleção feminina e a Final do Pan em 2007 no Maracanã lotado. Aquilo foi surreal!

OCDF: Apesar de ainda deficitários, quase todos os estados do país já têm seu campeonato, além do Brasileirão e a Copa do Brasil. O que você interessante nas competições e o que ainda pode melhorar para, ao menos, atrair mais clubes?

RA: Seria interessante que estas equipes, principalmente as do Norte e Nordeste tivessem autonomia para criar seus torneios e, a partir daí, fomentar a competição local. Isso serve para a maioria dos estados, inclusive. Já no Sudeste, especialmente em São Paulo, onde tem um campeonato mais forte, embora esteja longe de ser o adequado, deveria se pensar em divisões, para que também formente a modalidade em um centro onde temos mais equipes fortes e que, de um certo modo, está em evidência no país.

Rafael Alves (Planeta Futebol Feminino), Thiago Barbosa (CSE Sports)
e Victor de Andrade (O Curioso do Futebol)

OCDF: Este ano é diferenciado, devido a realização dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro. O que você acha que vai acontecer no torneio de Futebol Feminino no evento? Pode ocorrer alguma surpresa? E o que você espera da Seleção Brasileira?

RA: Acredito que pelas meninas que estão se preocupando em estar no seu melhor, o Brasil até possa ir longe. Ainda não vejo uma seleção que tenha um padrão de jogo definido, o que preocupa, pois outras seleções estão melhores neste aspecto; EUA, Alemanha, França... Tudo vai depender muito da primeira fase do Brasil. Se ganhar bem da Suécia e da China, que aos poucos vem voltando a ser algo próximo do que foi na década de 90, as chances da Seleção aumentam, porque a confiança também aumenta. E aí, jogando em casa, uma atmosfera totalmente favorável, dá pra acreditar mais em uma medalha dourada. Quem sabe?

OCDF: Para encerrar, fique a vontade para acrescentar algo.

RA: Queria agradecer a oportunidade pra falar sobre algo que gosto tanto: o FUTEBOL FEMININO (risos)!!! E parabéns pelo trabalho de vocês, em O Curioso do Futebol.

Visite os canais de comunicação do Planeta Futebol Feminino:
Twitter: @PFF_Oficial
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