sábado, 2 de janeiro de 2016

Primavera e Boca Júnior empatam e Avaí vence de virada pela Copinha

Primavera foi melhor, não cedeu o empate ao Boca Júnior

Neste segundo dia de 2016 teve início mais uma edição da tradicional Copa São Paulo de Futebol Júnior. A presença de diversos times alternativos chamou a atenção de O Curioso do Futebol, que resolveu ir até Indaiatuba para conferir os jogos entre o Primavera, equipe da casa, contra Boca Júnior de Estância, no Sergipe, e o confronto entre os 'conhecidos' Avaí e Paraná Clube.

Para a 'aventura' no interior, me reuni com os grandes amigos Fernando Martinez, do genial Jogos Perdidos, Mário Gonçalves, Ricardo Pucci e Milton Haddad no Terminal Tietê, em São Paulo, e de lá partimos para Indaiatuba.

Para fugir do calor, serve uma sombra das árvores

Chegando na cidade, um contraste no clima. Ao contrário do tempo chuvoso da Baixada Santista e em São Paulo, o sol dava as caras em Indaiatuba. Mas antes de ir até o local da partida, passamos em frente ao campo do XV de Novembro local, que chegou a disputar campeonatos profissionais da Federação Paulista de Futebol na década de 1970. Caminhamos mais um pouco e adentramos no Estádio Ítalo Mário Limongi cerca de 20 minutos antes da primeira partida.

Porém, o jogo não começou no horário marcado, às 14 horas. A ambulância chegou atrasada no estádio e a partida iniciou apenas às 14h27. Se fosse um jogo de rodada de um campeonato qualquer, o time da casa tinha tomado um WO.

Irmão do treinador do time sergipano. Eles são filhos do grande Mauro Ramos de Oliveira

Neste tempo, avistei um torcedor do Boca Júnior-SE. Marcos Ramos de Oliveira, na verdade, é irmão do treinador da equipe, Mauro Ramos de Oliveira Júnior, e foi até Indaiatuba para dar um apoio ao 'mano'. E se você reconheceu os sobrenomes, não está enganado: eles são filhos do grande ex-zagueiro Mauro, capitão da Seleção Brasileira no bi-campeonato mundial em 1962.

Também conheci o membro do Grupo Futebol Alternativo do Facebook Giovanni Romão, que é um grande admirador do futebol do interior paulista, e Matheus Neves. Além disso, encontrei novamente com o jornalista e fotógrafo de Indaiatuba Manoel Messias, apelidado carinhosamente pela torcida da Portuguesa Santista de Jair Rodrigues quando o clube jogou por lá em 2014. Sempre de bom humor, Messias mandou um abraço para todos da Baixada.

Vamos ao primeiro jogo: o Primavera começou a partida pressionando o Boca Júnior. Logo aos 5 minutos, o atacante Goteira invadiu a área e acertou um belo chute do ângulo, fazendo 1 a 0 para o time da casa. O Primavera teve, ao menos, mais duas chances claras para ampliar a contagem. Porém, o excesso de preciosismo atrapalhou os atacantes do Fantasma da Mogiana.

Bom público na partida da equipe da casa

Mas de tanto perder gols, o Primavera sofreu um pesado castigo. Aos 19 minutos, em falta cobrada pelo lado direito, Thiago subiu mais que todos e empatou para o Boca Júnior. O Primavera continuou, mas displicente e com excesso de preciosismo, não conseguiu ir para o intervalo com vantagem no marcador. Já os sergipanos fizeram o gol em seu único ataque.

O segundo tempo foi recebido com um dilúvio. Foram 15 minutos de uma chuva torrencial, típica do verão brasileiro. Foi tanta água que caiu do céu que encharcou o campo e inundou boa parte das dependências do estádio.

O momento do dilúvio

Com várias poças de água, a qualidade do futebol caiu nos 45 minutos finais. O Primavera bem que tentava o gol da vitória, mas o Boca, fechadinho, segurava o empate. Aos 30 minutos aconteceu um pênalti claro para o Primavera, mas a arbitragem marcou falta fora da área. Já nos acréscimos, a delegação da equipe sergipana pediu um pênalti em lance duvidoso. Porém, o jogo ficou mesmo no 1 a 1.

Com a programação toda atrasada, as equipes do Avaí e Paraná foram apressadas para adentrar ao gramado. E para quem achou que a partida entre as duas equipes mais conhecidas seria de melhor qualidade se enganou: o início foi com os catarinenses sonolentos e paranaenses criando pouco.

Jogo entre Avaí e Paraná foi sonolento no início e eletrizante no finalzinho

Mesmo com o gramado em melhores condições, já que o sol voltou e secou rapidamente as poças de água, a apatia dominava. No único lance interessante de todo o primeiro tempo, o Paraná abriu o marcador: aos 37, em bela jogada pela direita, o atacante Guga se antecipou aos zagueiro e marcou 1 a 0 para os paranistas.

A segunda etapa foi no mesmo ritmo dos 45 minutos iniciais, pelo menos no começo. Somente aos 15 minutos, o Avaí quase chegou ao empate, que foi evitado em uma bela defesa do goleiro do Paraná, Emanoel.

Gol de pênalti do Avaí

Quando a maioria dos presentes já achava que a partida iria ficar mesmo no 1 a 0 para o Gralha Azul, o Avaí acordou. Aos 40, pênalti para os catarinenses, batido com perfeição pelo meia-atacante Raphinha. No placar em Indaiatuba, 1 a 1.

O que não teve em 85 minutos de jogo, aconteceu no restante do embate. Tanto Avaí quanto Paraná foram em busca da vitória e tiveram chances de marcar. Mas o time catarinense foi mais competente e aos 48, Juninho recebeu a bola na meia lua e acertou o canto do goleiro Emanoel: 2 a 1 para o Avaí e muita festa dentro de campo.

Toda a galera que acompanhou a partida

Ao fim da partida, fomos todos caminhando para a Rodoviária de Indaiatuba para o retorno à São Paulo. Mas antes de deixar a cidade, a chuva deu as caras novamente. A maior parte dos amigos ficou pela Capital, Mário seguiu para Atibaia e este que vos escreve tomou o caminha para Cubatão, na Baixada Santista, já pensando na próxima parada de O Curioso do Futebol.
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