segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

As duas finais da Copa do Mundo apitadas por brasileiros

Arnaldo Cezar Coelho e Romualdo Arppi Filho

A Seleção Brasileira não disputou as finais das Copas do Mundo realizadas nos anos 80. Porém, o futebol brasileiro não ficou sem representação naquelas partidas. Arnaldo Cezar Coelho, em Itália 3 x 1 Alemanha, em 1982, e Romualdo Arppi Filho, em Argentina 3 x 2 Alemanha, em 1986, estavam lá, vestidos de preto, arbitrando as respectivas partidas.

O atual comentarista de arbitragem da Rede Globo, o carioca Arnaldo Cezar Coelho, já vinha sendo considerado o melhor árbitro brasileiro. Ele já tinha sido o representante brasileiro na arbitragem da Copa de 1978, na Argentina, e repetiu a dose quatro anos depois, na Espanha.

Seu desempenho naquele Mundial fez com que a Fifa o apontasse como árbitro da grande final, entre Itália e Alemanha. Então, no dia 11 de julho de 1982, Coelho entrou no gramado do Estádio Santiago Bernabeu para comandar o grande espetáculo, que terminou com o título da Itália.

Arnaldo Cezar Coelho, ao fundo, apitando a final de 1982

Mas não era só isso, pois ele se tornava, naquele momento, o primeiro não europeu a apitar uma decisão de Copa do Mundo. Coelho teve como assistentes o israelita Abraham Klein e o tcheco Vojtec Christov. Realmente foi uma marca importante na história do futebol brasileiro e mundial.

Quatro anos depois, o Brasil repetiu a dose, mas o árbitro foi outro. O santista Romualdo Arppi Filho, conhecido por estas bandas como o rei do empate, foi bem avaliado pelo desempenho nas partidas França 1 x 1 União Soviética e México 2 x 0 Bulgária e acabou sendo apontado para ser o 'homem de preto' na grande final.

Arppi Filho, com os assistentes Erik Fredriksson (da Suécia) e Bernny Ulloa Morera (costarriquenho), entrou no gramado do Estádio Azteca, no dia 29 de junho de 1986 e comandou a partida na qual a Argentina de Maradona se tornou bi-campeão mundial.

Romualdo Arppi Filho em ação no Argentina e Alemanha

Por muito pouco, o Brasil não fez a trinca de arbitragem na final de Copa do Mundo. José Roberto Wright vinha sendo considerado um dos melhores no apito no Mundial de 1990, na Itália. Porém, politicamente, não seria interessante para a Fifa ter três decisões seguidas apitadas por árbitros do mesmo país. Porém, Wright ainda foi o 'homem de preto' do jogo Alemanha e Inglaterra, semifinal da Copa de 90, que levou os germânicos à decisão.

Vale aqui um lembrete interessante: nenhum torcedor do mundo gosta de que o árbitro de seu país apite a final da Copa do Mundo. Isto significa que a seleção não está na decisão, já que uma partida de competição oficial da Fifa não pode ser apitada por um árbitro da mesma nacionalidade de uma das duas equipes envolvidas.
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