sábado, 16 de janeiro de 2016

A primeira vez em um jogo da Académica de Coimbra

por Marcos Coimbra*

Jogo terminou empatado em 1 a 1

Quem acompanha O Curioso do Futebol e viu minhas colaborações com os jogos do São Paulo FC na Copa São Paulo de Futebol Júnior percebeu que não houve cobertura da partida entre o Tricolor e o Figueirense, pela terceira fase da competição. Na realidade, eu não estive em Barueri pois, no mesmo dia, estava indo realizar um grande sonho. Viajei para Portugal e agora aproveito este espaço para contar uma grande experiência que tive neste sábado, dia 16 de janeiro: assisti ao jogo entre a Académica de Coimbra e o Paços de Ferreira, válido pelo Campeonato Português.

Primeiramente, quero aqui explicar os motivos da minha simpatia com o clube da camisa negra. Um deles, é claro, é meu sobrenome ser o mesmo da nomenclatura da cidade: Coimbra. Mas as coincidências não param por aí. Santos, onde moro, e Coimbra são cidades irmãs e a equipe pela qual eu simpatizo na cidade praiana na Baixada, a Portuguesa Santista, tem o mesmo apelido da Académica: Briosa!

Torcida da Académica apoiou a equipe mesmo
quando estava em desvantagem no placar

No começo da noite em Portugal, período vespertino no Brasil, deste sábado me dirigi ao Estádio Efapel, junto com minha esposa Débora, para ter uma nova experiência. Apesar de já ter visto diversas partidas em estádio, era a primeira vez que eu estaria vendo um jogo fora do Brasil. Adquirimos os ingressos, a € 10,00 cada, adentramos à bela casa da Académica e comecei a observar a movimentação, no momento em que os termômetros marcavam 12º C.

Logo de cara, percebi a presença de torcidas de ambas as equipes: a Mancha Negra, da Académica, e a Tonha, do Paços de Ferreira. Algo interessante delas é que não utilizam instrumentos, mas os adeptos cantam sem parar, sempre apoiando suas equipes e sem xingar os atletas que erram (e olha que eles erram muito). Achei uma torcida legal e inteligente, pois sabem apoiar e torcer.

Torcida do Paços de Ferreira estava presente

Se eu gostei da torcida, fiquei um pouco decepcionado com o que é vendido de alimentação. Vi apenas hot dog e salgadinhos, além de refrigerante, água e cerveja para beber. Não havia nada de diferente ou algo que é comum da culinária portuguesa.

Como já estava na hora da partida, comecei a me ligar no gramado. A Académica entrou em campo com o seu tradicional uniforme negro e o Paços de Ferreira foi a campo de amarelo. Os visitantes iniciaram melhor a partida e abriram o placar aos 17 minutos, Diogo Jota concluiu com perfeição um contra-ataque armado pela equipe do treinador Jorge Simão.

Placar aponta o resultado final

A Briosa não se acertava em campo e o Paços de Ferreira tinha certeza que levaria o jogo para o intervalo em vantagem. Porém, aos 45 minutos, Gonçalo Paciência deu uma boa assistência para o zagueiro João Real, que havia subido ao ataque. O defensor pegou um belo chute de esquerda, estufando as redes do goleiro Marafona. Tudo igual no placar do Estádio Efapel.

No segundo tempo, a Briosa voltou melhor e foi para cima tentar a virada, mas desperdiçaram diversas chances. No final da partida, um lance chamou a atenção. Ivanildo pegou um rebote dentro da área e, quando foi finalizar, um defensor do Paços de Ferreira o calçou. O árbitro, na hora, apitou pênalti para a Académica, fazendo com que a torcida explodisse de felicidade. Porém, ele resolveu voltar atrás, marcando falta de ataque e causando uma grande confusão.

O ônibus da equipe

Depois deste lance, a Académica não conseguiu reagir e a partida terminou 1 a 1. Apesar da igualdade no marcador, esta é a sétima partida seguida em casa invicta da Briosa (são quatro vitórias e três empates). O time começou mal a temporada 2015/2016 do Campeonato Português, perdendo os sete primeiros jogos. Depois, se recuperou e agora ocupa a 16º colocação, com sete pontos à frente do Boavista, que joga neste domingo contra o Vitória de Setúbal. Vale ressaltar que são 18 times na competição e os dois últimos serão rebaixados.

Foi, realmente, uma experiência única. Vivenciar uma partida em outro país é algo fascinante, principalmente para um fã de futebol como eu. Saí do estádio feliz, mesmo com o frio de 8ºC de temperatura. E que eu tenha mais oportunidades.


* Marcos Coimbra (foto) é professor de Educação Física e técnico de Handebol.
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