domingo, 20 de dezembro de 2015

Corinthians vence categoria principal da Copa Paulistana

* por Ricardo Russini Pucci

Os campeões

Vai chegando o final de ano e os jogos de futebol pela capital paulista ficam raros. Nós que somos fanáticos por futebol ficamos órfãos e para quem gosta de ver a bola rolando no gramado, seja natural ou sintético, a televisão não satisfaz. Por isso, ao saber que neste domingo Guapira e Corinthians decidiriam o título da Copa Paulistana, na categoria principal, no Estádio Anibal de Freitas, não tive dúvidas: fui rumo à Zona Norte para acompanhar a partida.

A Copa Paulistana é uma competição organizada pela Liga Interclubes, onde os sócios das agremiações pode disputar os jogos nas seguintes categorias: Principal (18 a 30 anos), Master (30 a 40), Super Master (40 a 50), Sênior (50 a 57) e Super Sênior (acima de 57 anos). Nas duas primeiras categorias não podem participar jogadores profissionais.

Cartaz avisando a partida

O legal da Copa Paulistana, mesmo sendo amador, é poder ver em campo a camisa de alguns clubes que já participaram do futebol profissional de São Paulo, como o Ypiranga e o próprio Guapira. Realmente é uma nostalgia interessante para quem procura a história do esporte no estado.

Bom, falando da final que eu iria acompanhar, Guapira e Corinthians disputavam o título. No primeiro jogo, realizado no quinta-feira, no Timão, o Alvinegro venceu por 2 a 1 e precisava de apenas um empate para garantir o título. Para a equipe da Zona Norte, só a vitória interessava.

Corinthians segurou o resultado e foi campeão

Cheguei no Anibal de Freitas um pouco antes do horário marcado para o início da 'peleja' e fiquei impressionado. Apesar de estar afastado do futebol profissional a alguns anos, o estádio do Guapira está em boas condições. Melhor que muito estádio das séries A2 e A3 do futebol paulista. O clube está de parabéns.

O jogo atrasou 18 minutos para inciar. E não foi por causa de ambulância, pois o veículo do clube estava lá. O motivo da demora foi o Corinthians que demorou para entrar em campo. Parecia até que o time dependia de outros resultados para o título.

Quando a bola rolou, me lembrei que era um jogo amador. A qualidade da partida era fraca. Porém, o Guapira, que precisava da vitória, foi para cima e teve duas chances de marcar no primeiro tempo em duas cabeçadas na área, que foram para fora. Em outra chance, o meia do Guapira chegou a ficar cara a cara com o goleiro corintiano, mas escorregou na hora de finalizar.

Jogadores do Corinthians comemorando o título

O segundo tempo foi bem morno. O Guapira cansou e o Corinthians ficou segurando o resultado, que dava o título para a equipe alvinegra. Na metade da etapa, a equipe da Zona Norte teve um pênalti não marcado pela arbitragem. Após esse lance, o Guapira foi com tudo para cima do Timão, que conseguiu segurar o resultado e fez muita festa após o apito final, com mais um título para a sala de troféus do clube.

Apesar do nível técnico fraco, valeu a pena acompanhar o jogo por dois motivos: diminuir a abstinência de futebol que ataca no fim de ano e ver, novamente, o Guapira em campo. Vale destacar a presença de 400 torcedores no estádio. Público maior que muito jogo profissional nos dias de hoje. Ao final de tudo, valeu a pena!

* Ricardo Russini Pucci mora em São Paulo, é estocador, torce para o Juventus e é um fanático por futebol.
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