quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Outra final, outro campeonato, mas os mesmos protagonistas

* por Lucas Paes

Palmeiras e Santos vão decidir a Copa do Brasil, assim como foi no Paulistão

A noite de quarta-feira (e que no caso do jogo do Allianz Parque invadiu a Quinta) se destinaria a definir os finalistas da Copa do Brasil. Em Santos, a vaga do Alvinegro da Vila Belmiro estava bem encaminhada depois de vencer por 3 a 1 no placar e, em São Paulo, o Palmeiras tinha de reverter o 2 a 1 conseguido pelo Fluminense no Maracanã.

Comecemos pelo confronto pré-resolvido, Santos e São Paulo: Doriva abriu completamente a equipe e entrou buscando o tudo ou nada com Ganso, Michel Bastos, Kardec, Pato e Luis Fabiano. Mas a escolha virou contra o treinador, pois em 25 minutos o Santos fez três e poderia ter marcado até mais, pois o São Paulo estava completamente aberto quando tomava os contra-ataques.

A partida na Vila teve começo alucinante, com Santos e São Paulo revezando ataques. Porém, à exceção de uma cabeçada de Luis Fabiano, os ataques santistas eram mais perigosos e muito mais precisos e, em três deles, o Santos matou o jogo. Primeiro Ricardo Oliveira, depois um golaço de Marquinhos Gabriel e, por último, Ricardo Oliveira de novo. Marquinhos Gabriel ainda acertaria a trave antes do final de um primeiro tempo, onde o São Paulo agradecia por estar apenas 3 a 0 no placar.

Santos aniquilou o São Paulo em 25 minutos

No segundo tempo, o Santos relaxou e deixou o São Paulo ficar com a bola, mas, ainda assim, o tricolor criava poucas chances, assim como os santistas. O jogo parecia cada vez mais definido, mas ainda houve tempo para Michel Bastos fazer o gol de honra do São Paulo, em um belo chute rasteiro. Placar repetido do primeiro jogo, 6 a 2 Santos no agregado e, mais uma vez, o Peixe elimina o Tricolor em mata-mata.

Já no Allianz Parque, uma partida aberta traria, naturalmente, mais emoções e foi isso que aconteceu. O Palmeiras abriu o placar com o argentino naturalizado paraguaio Lucas bairros, depois de confuso lance na área, e fez o segundo depois de outro bate-rebate. Após pênalti perdido por Zé Roberto, a zaga do Fluminense bobeou e, no rebote, a bola sobrou para Barrios, de novo, empurrar para o gol.

A partir deste momento, o Fluminense passou a pressionar e teve boas chances, mas as chegadas palmeirenses ainda eram bastante perigosas. No segundo tempo, a partir do momento em que o Fluminense fez seu primeiro gol, em cabeçada de Fred (que jogou longe de estar 100% bem fisicamente), o jogo passou a tomar contornos de drama, típicos de mata-mata.

Não havia mais tanta organização tática, mas muito sangue, suor e lágrimas, como diz o conhecimento popular. Fernando Prass defendeu bom chute de Gérson, Dudu teve gol anulado, mas nada na partida se comparou ao lance onde Fred chutou no contra pé de Prass e o goleiro fez uma das defesas mais espetaculares do ano. No último ato do tempo normal, o árbitro Anderson Daronco encerrou antes do Fluminense ter a chance de bater um escanteio a seu favor.

Barrios e Robinho comemoram o segundo gol Alviverde

2 a 1 no Rio, 2 a 1 em São Paulo e decisão por pênaltis! E, mais uma vez, Fernando Prass foi herói. O Palmeiras acertou todos, na sequência: Rafael Marques, Jackson, Cristaldo e Allione. Já o Fluminense só teve o penal convertido por Jean, justamente o primeiro. Depois, Scarpa chutou para defesa de Prass e Gum deu um chute péssimo para fora. Nas penalidades, 4 a 1 Palmeiras e vaga na final.

Como há alguns meses, na decisão do estadual, Santos e Palmeiras se enfrentarão na finalíssima da Copa do Brasil. Uma final justa, de dois times que protagonizam, junto a São Paulo e Inter, uma briga de foice pela última vaga da Libertadores no Brasileirão (Ponte, Sport, Fluminense e outros correm por fora) e um desses dois vai garantir uma vaga na Libertadores do ano que vem e, acima de tudo, um final de ano feliz com a comemoração de um título.

Ainda nesta quarta dois brasileiros jogaram pela Copa Sul Americana, o Atlético Paranaense foi ao Paraguai e perdeu para o Sportivo Luqueño por 2 a 0. Como o Furacão tinha vencido por 1 a 0 em Curitiba, acabou eliminado. Já a Chapecoense, apesar de eliminada, lutou muito e foi superior ao River Plate, atual campeão da Libertadores, em Chapecó. Porém, conseguiu apenas uma vitória por 2 a 1, que não deixa de ser histórica para o time catarinense.

* Lucas Paes é estudante de Jornalismo e colaborador de O Curioso do Futebol.
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