Flamengo - 1990, a geração perdida do clube

A equipe que foi a campo na final contra o Juventus

Júnior Baiano, Djalminha, Nélio, Marcelinho Carioca, Marquinhos, Paulo Nunes... Já imaginaram uma equipe com estes jogadores? Com certeza seria um time competitivo. Mas estes atletas estiveram juntos nas categorias de base do Flamengo e chegaram ao ápice com o título da Copa São Paulo de Juniores de 1990.

Este foi um dos maiores times da história da Copa São Paulo e, na época, vários jogadores da equipe já integravam o plantel profissional, o que denota, de antemão, a importância que sempre se deu ao torneio. Além disso, a mesma safra já construíra, nas categorias júnior e juvenil, um retrospecto relevante.


Goleada de 7 a 1 sobre o Corinthians

Não faltavam craques no time comandado por Ernesto Paulo, que depois foi o técnico da Seleção Brasileira vice-campeã mundial em 1991. O principal deles, eleito o maior nome da Copinha de 90, era Djalminha, que depois faria carreira no Guarani, Palmeiras e Deportivo La Coruña. Ao seu lado, jogavam ainda nomes como os ponteiros Marcelinho Carioca (foi ídolo no Corinthians), Nélio (um dos poucos que jogou bastante tempo no Flamengo) e Luís Antônio, o lateral Piá, o meia Marquinhos (que depois virou volante e fez sucesso nos clubes do Rio), os volantes Fabinho e Fábio Augusto (jogou no Corinthians), e os zagueiros Júnior Baiano – autor do gol do título e titular da Seleção Brasileira na Copa de 1998 – e Rogério, titular no profissional do Fla e no Cruzeiro. No comando do ataque, ainda aparecia Paulo Nunes, o “Diabo Loiro”, que como profissional fez fama no Grêmio e Palmeiras.

Em uma competição disputada por 36 clubes, o Fla chegou à final com uma derrota, três empates e seis vitórias. A mais contundente, em pleno Pacaembu, foi sobre o Corinthians, do técnico Zé Maria, o Super Zé: 7 x 1, com direito a cinco gols de Djalminha, sendo um quase do meio-campo. O título foi conquistado em vitória por 1 x 0 sobre o Juventus, aliás, o único a vencer o Fla de Djalminha, em fase anterior. Na decisão, Marquinhos, Marcelinho Carioca e Paulo Nunes não jogaram, pois estavam à disposição da Seleção Brasileira sub-20.

Gol do título

Além do caneco, a safra campeã deu colaboração direta para os títulos da Copado Brasil de 1990, do estadual de 91, do Campeonato Brasileiro de 92 e ainda foi até as quartas-de-final da Libertadores de 93. Foi, sem dúvida, uma grande legião de craques que surgiu, em conjunto, em toda a história rubro-negra.

Porém, a diretoria do clube na época, não soube explorar essa geração. A maioria dos jogadores saíram do clube praticamente de graça e fizeram sucesso em outras agremiações, inclusive tornando-se ídolos das torcidas. Enquanto isso, o Flamengo torrava milhões com jogadores badalados já em 1995, esquecendo rapidamente qual foi a receita para o sucesso na Gávea. Como já diz aquele célebre slogan, “craque o Flamengo faz em casa”.

Campanha:

Botafogo-SP 1 x 1 Flamengo
Flamengo 1 x 0 Nacional
Flamengo 2 x 0 Central Brasileira de Cotia
Criciúma 1 x 2 Flamengo
Santos 0 x 0 Flamengo
Flamengo 3 x 1 Tuna Luso
Flamengo 1 x 1 Portuguesa
Juventus 2 x 1 Flamengo
Corinthians 1 x 7 Flamengo
Internacional-RS 0 x 3 Flamengo
Flamengo 1 x 0 Juventus
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