domingo, 5 de julho de 2015

Argentina 1 x 0 Bélgica - Uma viagem para ver as quartas em Brasília

Comemoração do gol argentino

* por Thiago Dehon

Eu nunca fui a favor da Copa no Brasil pelo mesmo motivo da maioria que era contra: alto investimento em estádios e infraestrutura sendo que temos saúde e educação pública tão sucateadas. Mas, por outro lado, apaixonado por futebol que sou, não posso dizer que também fiquei feliz por ter a chance de ver uma partida de uma Copa do Mundo em meu país, o país do futebol. Foi uma mistura de indignação política e felicidade pela paixão ao esporte.

Eu tentei comprar os ingressos e não consegui, mas ganhei a entrada de um grande amigo meu que mora em Brasília, que tinha dois ingressos para a partida. O jogo, Argentina e Bélgica, na capital do país, pelas quartas de final da Copa do Mundo.

Eu moro em Franca, no interior de São Paulo. Fui até Brasília de ônibus, mais de 8 horas de viagem, mas foi muito divertido. Pelo caminho, o ônibus foi pegando outros passageiros que também estavam indo para o jogo, tinham até uns argentinos.

Nas proximidades da arena, muita gente

Em toda parada na rodovia, o clima de copa dominava, todo mundo falando de copa, varias excursões indo para Brasília, todo lugar sempre com muitos argentinos cantando e conversando, a estrada respirava Copa do Mundo. Já em Brasília fomos de carro até o estádio, paramos em um estacionamento e acabamos de chegar com um ônibus. Foi muito fácil o acesso tanto nas ruas como na entrada do estádio. Muito bem organizado.

A partida não foi lá um jogão como eu esperava. A Argentina dominou praticamente o jogo todo, mas sem mostrar um futebol genial, e o time da Bélgica jogou abaixo do que eu esperava. O placar foi pequeno, 1 a 0 Argentina logo no começo do jogo. Fiquei muito empolgado com o fato de ver o Messi jogar, mas ele deixou a desejar. Ainda assim foi um dos melhores dias da minha vida (risos).

Dentro e fora do estádio, o clima era de festa. A torcida argentina dava show com seus gritos, ficavam sempre aglomerados e não paravam um minuto. Os brasileiros, por sua vez, também cantavam, provocando-os, mas não passava disso. O clima era de rivalidade, mas amistoso, sem brigas ou coisas do tipo. Ficava só no campo da provocação mesmo, coisa que eu acho bem legal no futebol.

Argentinos eram maioria no estádio

Aproveitei a confraternização e conversei com argentinos e brasileiros, mas não a ponto de fazer amizade. Troquei uma camisa minha do Palmeiras por uma da seleção argentina, com um ‘portenho’.

A única coisa que me chateia nisso tudo foi a elitização do acesso aos estádios. O Brasil é um país tão desigual, vários operários morreram na construção dos estádios, a maioria deles não conseguiram ver um jogo sequer num local que ele passou meses construindo. O preço dos ingressos não permitia que a maioria da população cogitasse a possibilidade de ir aos jogos logo aqui onde o futebol é uma paixão nacional. Não da pra deixar de mencionar isso.

Porém, a sensação de estar em um jogo de Copa do Mundo é indescritível. Quando revejo as fotos e vídeos e lembro que fui em um jogo de quartas de final da Copa do Mundo no Brasil até arrepio. Nossa geração dificilmente verá outra copa aqui, e como já disse sou fanático por futebol (pelo Palmeiras pra ser mais preciso - risos) desde que nasci. Foi um dos dias mais fodas da minha vida, é um mega evento, mega estrutura, os melhores jogadores do mundo, enfim.


 * Thiago Dehon de Souza (na direita), 24 anos, é estudante de Ciências Humanas e Sociais, mora em Franca-SP e torce para o Palmeiras.


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Albiceleste faz o mínimo necessário para chegar às semifinais

* por Bruno Leonard de Abreu

Argentina abriu o placar no início da partida

A Copa do Mundo é, realmente, o maior evento esportivo de uma modalidade. Por isso, sempre quis assistir a um jogo do Mundial de Futebol. Para isso, me inscrevi no sorteio da FIFA para ingressos e consegui as entradas para a quartas-de-final em Brasília, que depois saberia que iria ser Argentina e Bélgica.

Para ir até a capital do país, no dia 5 de julho de 2014, saí de Guarujá, onde resido, e fui até São Paulo, onde peguei um avião até Brasília. No Planalto Central o calor dominava, mas o acesso ao estádio foi bem tranquilo, sem qualquer dificuldade.

A partida foi bem fraca. Os argentinos fizeram o gol logo no início, com Higuain, e administraram o resultado até o final. O placar de 1 a 0 garantiu a presença da albiceleste na semifinal da Copa do Mundo e mandou a ‘boa geração’ belga de volta para casa.

Céu azul de Brasília

O clima de Copa do Mundo é único. Não imaginava presenciar uma confraternização entre povos tão bacana. Conversei com bastante gente e tirei fotos para guardar aquele momento.casa..ndo. ça da albiceleste na semifinal da Copa do Mundo.

Já estive presente vendo o meu peixe em finais de Paulista, Copa do Brasil, Brasileiro, Libertadores e até Mundial no Japão, mas assistir um jogo de Copa é diferente. A energia do estádio contagia a todos e no fim o resultado é o que menos importa. Aliás, algo que precisa ser revisto em jogos no Brasil é a presença de cerveja nos estádios. Na Copa, tinha a venda de duas marcas e não houve problemas.

O futebol é fascinante. O chato, apenas, é esse caso de corrupção da FIFA, envolvendo compra das sedes e outros problemas. Isso faz com que repensemos se realmente compensa continuar alimentado esse esquema todo.



* Bruno Leonard de Abreu, 33 anos, é advogado, mora em Guarujá e torce para o Santos FC.
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