sexta-feira, 19 de junho de 2015

Uruguai 2 x 1 Inglaterra - Um jogo de ‘Luisito’ Suárez

Suárez comemora seu segundo gol na partida

* por Ademir Quintino

A Copa do Mundo é a maior festa do esporte. Sim, considero o Mundial de Seleções a grande atração do esporte no planeta, até mais do que as Olímpiadas, em razão de ser o grande esporte da massa. E, é claro, sempre quis assistir a uma partida do evento, ainda mais sendo realizado no Brasil.

Assisti a duas partidas no Mundial de 2014. Ambos na Arena de São Paulo, em Itaquera. A primeira delas fui com meu filho acompanhar Uruguai e Inglaterra. A segunda foi Holanda e Chile. Tive a sorte de ganhar da escola de idiomas Wise Up um par de ingressos para cada partida.  No duelo entre ingleses e uruguaios fui eu e meu filho. Já no duelo entre chilenos e holandeses fomos eu, meu filho e minha esposa. Faltava um ingresso. Tive que comprar e paguei caro.

Andrey e Ademir Quintino na frente da Arena

Por incrível que pareça, o que menos chama atenção em um jogo de Copa do Mundo é a partida em si. A festa de várias línguas, povos e culturas diferentes no Metrô, na caminhada até o estádio e dentro dele é um verdadeiro carnaval organizado fora de época. É impossível não se empolgar com todo o clima.

Na chegada à Arena, os cânticos de países de populações totalmente diferentes chamaram a atenção. Particularmente, me chamou mais a atenção o duelo entre campeões mundiais: Uruguai e Inglaterra. São duas seleções que contam com torcidas fiéis, que têm diversos cânticos e gritos, o que tornou a festa ainda mais bonita.

Dentro de campo, os europeus eram favoritos, mas a Celeste tinha Suárez, o maior centroavante do futebol mundial. O camisa 9 vinha de contusão, mas é de uma qualidade técnica que impressiona. Praticamente sozinho, tirou a chance dos “hooligans” passarem para as oitavas de final da Copa no Brasil.

Andrey, filho de Ademir

No primeiro gol, ele se antecipou a defesa adversária e marcou de cabeça. Rooney empatou, já no segundo tempo, fazendo seu primeiro e até agora único gol em Copas. Porém, o Uruguai tinha Suárez. Ele aproveitou o domínio de bola errado do defensor inglês e, com frieza, finalizou com qualidade, garantindo a vitória da Celeste.

Luis Suárez foi tão festejado que o zagueiro Lugano, que neste dia estava no banco de reservas, levantou o atacante em suas costas por cerca de 3 minutos, durante a comemoração da vitória. Suárez fez, naquele dia, uma das melhores atuações individuais da Copa do Mundo de 2014.

Mas como disse, em Copa do Mundo o jogo é o que menos importa. Vale a festa, a mistura de raças, um jogo totalmente diferente de um clássico do campeonato estadual ou nacional. Não tem briga, tem diversão e uma sensação inesquecível e inenarrável. Ainda tive a felicidade de dividir isso com os meus familiares.



* Ademir Quintino (com seu filho na foto) é jornalista esportivo, com mais de mil jogos transmitidos do Santos. Radialista na Rádio Capital 1040 AM e assessor de imprensa. Tem 42 anos, nascido em Santos, residente em Cubatão e pai de Andrey Quintino. Ademir é responsável pelo site especializado no Santos FC www.ademirquintino.com.br.
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Suárez, o gigante!


* por Victor de Andrade

Quando o sorteio apontou que Uruguai e Inglaterra jogariam em São Paulo no dia 19 de junho, feriado de Corpus Christi, logo pensei: “não posso perder esse jogo”. Quem me conhece e acompanha o blog O Curioso do Futebol sabe o quanto admiro o país vizinho ao sul e também seu futebol.

Me inscrevi para comprar ingressos para esse jogo na segunda fase do sorteio. Não consegui. Tinha adquirido entradas até para a abertura da Copa, mas nada de Uruguai e Inglaterra. Porém, na noite de terça-feira, dois dias antes da partida, abriu venda para este jogo. Comprei um ingresso e me garanti nesse dia. Fiquei feliz na hora!

Camisa do genial Miramar Misiones

Chegado o grande dia, separei as camisas da Portuguesa Santista e da Celeste Olímpica e saí de Cubatão antes da hora do almoço. Subi a serra tranquilamente e, no Jabaquara, peguei o Metrô. Parei para comer no Santa Cruz, onde encontrei com o membro do grupo Futebol Alternativo do Facebook Mario de Vicenzi, e depois segui rumo a Itaquera, local da Arena Corinthians.

No Metrô, comecei a encontrar os uruguaios e conversava com eles. Muitos não acreditavam no quanto eu gostava do futebol charrua e minha admiração ao país deles. Tinha visitado Montevidéu três meses antes, quando vi pela primeira vez um jogo no Centenário, e contava minha experiência por lá. Já Mario estava indo torcer para a Inglaterra, mas como na Copa o que vale é a confraternização, estava ‘tudo em casa’.

Cheguei no estádio, garanti meus copos e, a pedido do amigo Luiz Gustavo Folego, peguei o suvenir para ele e Fernando Martinez. Eu os encontraria no dia seguinte, em Curitiba, no jogo Honduras e Equador, mas isso é história para amanhã.

Em seguida, comecei a ficar fascinado pela presença de pessoas com camisas dos times uruguaios. Tirei foto com torcedores do Miramar Misiones e Cerro, além claro do Nacional, equipe que simpatizo lá. Também havia muitos com a camisa do Peñarol, além da Celeste. Já os ingleses andavam em grupos, bebendo bastante e cantando.

A maioria no estádio era de uruguaios

Como os uruguaios eram maioria, foi fácil escutar as músicas tradicionais da hincha, como a “Volveremos a ser Campeones” e a grudenta e empolgante “Soy Celeste”. E assim correu os minutos até o início da partida. Aproveitei para mandar fotos do estádio por WhatsApp para minha esposa, Elis Rebouças, e aos amigos uruguaios, os irmãos Rossina e Joel Cuevasanta. Eles disseram que eu seria o representante deles no jogo.

As duas equipes vinham de derrota. O Uruguai tinha a estreia de Luis Suárez, voltando de contusão. Os ingleses esperavam que Rooney desencantasse em Copas. E o jogo iniciou com a Inglaterra em cima da Celeste.

A Inglaterra tinha mais volume de jogo e acertou uma bola na trave com Rooney, que estava quase embaixo do gol. Em seguida, Cavani recebeu a bola no lado esquerdo do ataque, ajeitou a bola e viu Suárez entrando na área. Com um cruzamento perfeito, o centroavante cabeceou no contrapé do goleiro inglês e marcou 1 a 0 para o Uruguai.

Onde eu estava, a grande maioria era de uruguaios, que festejavam sem parar. Digo que me emocionei naquela hora. Eram duas seleções que têm torcidas de verdade, o que deixou o espetáculo ainda mais bonito.

Após o gol, o Uruguai se trancou ainda mais, tentando explorar os contra-ataques. Os ingleses tentaram empatar de todas as formas, mas o primeiro tempo terminou 1 a 0 para a Celeste Olímpica.

O segundo tempo iniciou como terminou o primeiro: Inglaterra tentando empatar e o Uruguai se defendendo como podia. A verdade é que o jogo começou a ficar nervoso, já que o derrotado naquele dia dava adeus ao Mundial. Mas, de tanto insistir, Rooney conseguiu marcar seu primeiro gol em Copas e empatou.

Com o gol, os ingleses cresceram ainda mais na partida. O contestado goleiro Muslera é que salvou o Uruguai em, no mínimo, dois lances. Parecia questão de tempo que a Inglaterra iria virar a partida.

Porém, nunca se pode desprezar a garra uruguaia e quando isso ocorre, normalmente a Celeste apronta. E foi o que aconteceu. Em um chutão da defesa uruguaia, Cavani desviou a bola de cabeça, que sobrou para Suárez. O centroavante invadiu a área e fuzilou na saída do goleiro. Uruguai 2 a 1 e a Arena Corinthians veio abaixo.

Jogo foi muito disputado

No final, o Uruguai se segurou nos poucos minutos restantes e, ao apito final do arbitro, os jogadores fizeram uma grande festa. Lugano levantou Suárez, o grande herói naquele dia. Pode até ser exagero meu, mas foi a melhor atuação individual em uma partida da Copa. Quando precisou, ele marcou presença.

Ao final da partida, liguei para a minha esposa e falei da emoção que foi ver o jogo. Também mandei mensagem via WhatsApp a vani desviou a bola de cabeça, que sobrou para Sue empatou. guai se defendendo como podia. opa, mas npara Rossina e Joel. Eles disseram que eu tinha dado sorte. Fiquei feliz!

Ainda deu tempo de eu encontrar o amigo e jornalista Ademir Quintino, que me deu uma excelente carona para a volta à Baixada Santista. Cheguei em casa ainda na adrenalina do jogo, que foi um dos melhores da Copa.


* Victor de Andrade, 36 anos, é jornalista, mora em Cubatão-SP e torce para a Portuguesa Santista. Victor é responsável pelo blog O Curioso do Futebol.
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