terça-feira, 16 de junho de 2015

Irã 0 x 0 Nigéria - Jogo sem gols, mas com muita emoção

Jogador iraniano trava chute de nigeriano

* por Luiz Gustavo Folego

Sempre sonhei em ver jogo da Copa do Mundo. Me programei, tirei férias e consegui assistir vários jogos. Também fiz isso na Copa das Confederações, provando o quanto gosto de futebol.

Irã e Nigéria, realizado no dia 16 de junho de 2014, foi o único jogo da Copa que fui ver sozinho, além de ter sido realizei a primeira viagem de avião durante o torneio. Havia um certo receio, pois o caos aéreo era temido e foi muito alarmado antes do início da Copa. Era a primeira partida da maratona que eu faria por três dias seguidos, vendo jogos em Curitiba, Belo Horizonte e Porto Alegre.

Após chegar de Belo Horizonte, no domingo de manhã, descansei um pouco em casa e mais tarde parti para Guarulhos, onde reside meu pai. Lá seria minha base até o dia seguinte. Saí do aeroporto bem cedo, já no dia do jogo, e a chegada em Curitiba foi tranquila e indicava uma tendência: O caos aéreo não aconteceria no mundial.

No aeroporto, pude conversar com alguns iranianos, que estavam ansiosos e otimistas com a estreia de sua seleção. Um deles morava na Suécia, uma das várias aleatoriedades que só a Copa do Mundo pode proporcionar. Mais do que empolgados com o jogo, também estavam alucinados com as curvas das mulheres brasileiras. Não se cansavam de comentar isso!

Jogo foi movimentado, mas terminou sem gols

Foi bom voltar à bela capital paranaense e rever alguns amigos. O clima curitibano é sempre agradável! Como o jogo foi em uma segunda-feira, resolvi antecipar a ida ao estádio, pois a cidade estava em pleno funcionamento e eu não queria ter problemas com o trânsito habitual das grandes cidades.

Após pegar um ônibus extremamente lotado, cheguei nas proximidades do estádio e, na única vez que isso aconteceu comigo, tive que apresentar documento de identificação, além do ingresso, na barreira policial e só assim consegui seguir até o estádio. Tive o prazer de conhecer a Arena da Baixada anteriormente, mas posso dizer que após a reforma, ficou muito mais bonita do que já era!

E a entrada no estádio foi muito tranquila e assim fiz questão de garantir os habituais souvenires de cada jogo: os copos de refrigerante e cerveja, estilizados com as informações da partida. Para minha surpresa, não encontrei nenhum copo de cerveja alusivo a este jogo.

A festa na arquibancada por parte dos nigerianos estava bem animada. Um deles, inclusive, carregava uma imagem da santa padroeira do Brasil. Tinha fé que as águias verdes fariam uma boa estreia!

Eu achava este jogo genial, mas muita gente ao meu lado reclamava da má sorte de Curitiba, que com exceção do jogo da Espanha, não haveria mais nenhum jogo atrativo por aquelas bandas. Bom, nem preciso comentar tamanha asneira. É Copa do Mundo, amigo, e qualquer jogo é fantástico. Pena que algumas pessoas que gostam de verdade de futebol não conseguiram ir e gente assim teve a oportunidade, mas só ficou reclamando.

Times perfilados para os hinos

Tudo bem que o jogo não foi um primor e, para muitos, foi o pior da Copa, mas parafraseando o amigo Fernando Martinez, do blog Jogos Perdidos, eu estava batendo palmas até para chuva de papel picado. Aliás, quando vou poder ver essas duas seleções jogando novamente? O momento era único!

Ah, e não posso deixar de citar: encontrei um gringo chato no Terminal Rodoviário de Belo Horizonte, dias antes. Vocês acreditam que ele sentou na cadeira à frente da minha na Arena da Baixa? Pouca coincidência?

Após o primeiro zero a zero da Copa, aproveitei a ajuda de amigos para poder descansar dignamente e, na manhã seguinte, voltar para Belo Horizonte e acompanhar o sensacional Bélgica e Argélia. Mas ainda voltaria a capital paranaense para ver mais um excelente jogo, só que desta vez na companhia dos amigos Renato Rocha, Victor de Andrade, Fernando Martinez e sua esposa Vânia.

A Copa do Mundo é um espetáculo fascinante. Envolve todos e fazem com que muitas pessoas se dediquem a acompanhar o evento, como eu fiz. Espero voltar a ver de perto um outro Mundial.


* Luiz Gustavo Folego, 33 anos, é bancário, mora em Mauá-SP e torce para o Grêmio Mauaense.
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