quinta-feira, 25 de junho de 2015

França 0 x 0 Equador - Não foi chato, mas faltou um gol!

França poupou equipe para as oitavas

* por Andre Granado

Como apaixonado por futebol, eu queria aproveitar a Copa do Mundo como poucos. Tinha o pensamento otimista de que isso poderia melhorar o Brasil em várias frentes. Infelizmente, em minha opinião, isso não ocorreu, mas consegui aproveitar a atmosfera e os jogos como gostaria. Penso que, para mim, no geral, o evento acabou tendo um saldo muito motivo. 

Desde a primeira fase do sorteio eu tentei ingressos. Tinha conseguido o pacote dos seis jogos em São Paulo. Mas eu queria conhecer o Maracanã em um jogo de Copa e surgiu a oportunidade, através do site, de comprar o jogo França e Equador. Adquiri o ingresso mais ou menos dois meses antes do jogo.

A Copa é um momento de confraternização

Chegado o dia do jogo, 25 de junho, fui rumo ao Rio de Janeiro. Moro em Barueri-SP e fui de avião até a capital fluminense. Sempre conto a história de que, de trem, demoro 1h40 da Estação de Barueri até a Arena Corinthians. E demorei menos de duas horas de minha casa até o Maracanã. Do aeroporto no Rio até o estádio, não demorei nem cinco minutos de táxi. Repetiria a viagem mais vezes facilmente para ver um jogo.

Mas vamos para a partida. Os Le Bleus vinham jogando o futebol mais ofensivo do torneio. Esperava que saísse, ao menos, alguns gols, já que o Equador precisava ganhar para ter chances de classificação. A França poupou alguns jogadores, mas, mesmo assim, perdeu inúmeras chances de marcar. O jogo não foi um 0 a 0 chato daqueles que normalmente são. Mas faltou o grito de gol.

Franceses em frente ao Maracanã cantando o hino

O clima dentro e fora do estádio era muito agradável, com milhares de latinos, principalmente equatorianos, mexicanos e chilenos. Os franceses ocuparam uma enorme faixa do estádio também. E todo mundo muito receptivo, ainda mais depois de algumas cervejas.

Guerra de cânticos em frente aos bares no entorno do Maracanã, enquanto víamos Nigéria e Argentina. Conheci dois franceses no aeroporto e os levei a uma conhecida churrascaria do Rio de Janeiro, que vários jogadores e técnicos fazem propaganda. Disseram que adoraram a cidade e que toda a preocupação pré-viagem sobre o país não estava acontecendo. Apenas alegria e festa. 

Aliás, fiz uma aposta com os dois franceses: se eu acertasse a escalação da França de 1986 que eliminou o Brasil nas quartas-de-final no México, inclusive com a ordem dos batedores de pênalti, eu levaria a bandeira deles. Se eu errasse, pagaria três cervejas para casa. Eu acertei e tiramos fotos juntos para a comprovação.

No Metrô também teve hino

Dentro do estádio, faltando uns 90 minutos para o jogo, chega próximo ao meu assento um cara chamado Thom, extrovertido que só ele. Veio falar comigo, em inglês, que estava no Brasil para ver a Copa. Amava a Seleção Inglesa, apesar de ter nascido na Zâmbia. Ele tinha tanto orgulho de seu país que portava sua bandeira para todo mundo ver. Fanático pelo Aston Villa, da Inglaterra, este seria seu último jogo em estádio. Porém, gostou tanto do Brasil que ficaria no país até a final, aproveitando o clima e as festas. Melhor pessoa que conheci em todo o mês de competição.

Sou louco para ver jogos em estádio. Quaisquer que sejam os times em disputa. Fui em oito jogos de Copa, de todos os gostos, e posso dizer que, apesar do público ser um pouco diferente daquele que estamos acostumados aqui no Brasil (principalmente os brasileiros), foi algo muito divertido. Muito graças aos estrangeiros que vieram para cá pelo futebol e pelas festas. Uma experiência muito válida. Tanto que já tenho passagem comprada para a Eurocopa da França, a ser realizada em junho de 2016.


* André Granado Barbosa (ao centro), o Tito, tem 25 anos, é economista, mora em Barueri-SP e torce para o Palmeiras.
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