quinta-feira, 18 de junho de 2015

Espanha 0 x 2 Chile - Maracanã sedia eliminação precoce espanhola

Vargas comemora gol

* por Gustavo Araújo Afonso

Sempre esperei ver um jogo de Copa do Mundo e dei muita sorte, já que consegui o ingresso pelo site da Fifa quando abriu a primeira fase de vendas por ordem de chegada. Na verdade, quem fez a compra foi um amigo meu. Ele adquiriu no nome dele para nós entradas para os jogos Espanha e Chile e Bélgica e Coreia do Sul. Fomos juntos em ambos.

O jogo Espanha e Chile foi realizado no dia 18 de junho de 2014, no Rio de Janeiro. Fomos de avião no dia da partida. Pegamos o avião em Congonhas e desembarcamos no Galeão logo cedo pela manhã. Ainda demos uma volta por Copacabana, almoçamos na praia, tomamos uma cerveja e após isso pegamos um metro rumo ao Estádio. Tudo foi muito fácil, pois tinha muita sinalização e muitos voluntários para ajudar.

Estádio ficou vermelho pela cor das duas equipes

A partida foi boa, principalmente no primeiro tempo, com amplo domínio do Chile e uma intensidade que não vemos toda hora. Na segunda etapa, a Espanha tentou pressionar, mas sem aquele brilho de uma seleção que chegou como favorita. Esse ponto foi até um pouco frustrante, pois esperávamos um jogo mais disputado, um embate entre duas seleções leves com ótimo toque de bola e com potencial ofensivo. Mas a atuação da Espanha deixou a desejar. O Chile fez dois gols no primeiro tempo, com Vargas e Aranguiz, e só controlou a partida no segundo tempo. 

O jogo foi emocionante e o que acontecia fora de campo também. Digo até que esse foi o ponto alto do dia. Clima excelente, de confraternização, com pessoas de todo mundo andando pelas ruas pintadas, uniformizadas, cantando e se divertindo muito.

Curtindo o clima de festa no Maracanã

A torcida do Chile, que é muito eufórica, lotou o Maracanã e cantava sem parar entoando o grito de guerra Chi-chi-chi le-le-le (isso em particular é muito chato - risos). No todo, a festa foi inesquecível. Parecia que o Chile estava jogando em Santiago, sem sombras de dúvidas.

Encontramos o pessoal do programa Pânico fora do estádio, entrevistando a galera que entrava no Maracanã. Porém, o mais inusitado foi encontrar o ex-lateral esquerdo do São Paulo e Milan, Serginho, dentro do Metrô, ao nosso lado, indo para o jogo também. Chegamos até a conversar com ele. Também falamos com alguns torcedores, principalmente fora do estádio, argentinos, chilenos e algumas espanholas.

Espanhóis não acreditavam no que estava acontecendo

O evento foi sensacional e inesquecível. Eu sempre sonhei em estar em uma Copa do Mundo e quando o Brasil foi escolhido para sediar, já coloquei em mente que não poderia deixar de escapar essa oportunidade. Me programei e não medi esforços em estar presente. Fui em três jogos (estive também no Brasil e Croacia) e não tenho do que reclamar em nenhum deles. Foi uma experiência que levarei para minha vida toda. Só deu mais vontade de estar em outras Copas.

Queria muito agradecer aos meus amigos Jarlam, Rafael e Luciana que estiveram presentes comigo nesses jogos e compartilharam comigo esta grande emoção.


* Gustavo Araújo Afonso, 31 anos, é analista de exportação, mora em Santos e torce para o Corinthians.
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