quarta-feira, 24 de junho de 2015

Costa Rica 0 x 0 Inglaterra - Despedida inglesa com um 0 a 0 no Mineirão

Jogo de poucas emoções, mas de clima muito legal

* por Luiz Gustavo Folego

Inglaterra e Costa Rica não estava no meu cronograma inicial de jogos, afinal tinha conseguido ingresso para Japão e Colômbia, em Cuiabá, na mesma data. Porém, não tinha encontrado passagem aérea para a capital mato-grossense que se enquadrasse no meu orçamento. Assim, seria um jogo a menos para mim no Mundial. A sorte é que através do amigo Paulo Afonso, consegui a entrada para a partida do Mineirão.

Em vez de ver duas seleções repetidas da minha lista, teria agora dois novos integrantes para a mesma e é sempre genial poder ver uma atuação da seleção inglesa! E a história deste jogo já começa de maneira espetacular: Viagem aérea até Belo Horizonte ao lado da lenda Natalino Siqueira. Isso é para poucos! Fernando Martinez e sua esposa Vânia completavam a caravana até a capital mineira. Esta seria a terceira e última partida que eu veria no Mineirão durante a Copa do Mundo.


Fernando Martinez e Luiz Folego com as bandeiras da torcida inglesa


O clima era sensacional! Ao chegar ao estádio, ficamos encantados com as tradicionais bandeiras inglesas, cada qual contendo o nome de equipes da terra da rainha. Os "ticos" faziam a festa por todo entorno do Mineirão, pois sabiam que a seleção da Costa Rica já havia feito história nesta Copa. Os ingleses, mesmo eliminados, não ficavam atrás no quesito animação.

Inglaterra e Costa Rica jogavam pela última rodada do grupo D, o chamado grupo da morte, que além das duas seleções era formado por Itália e Uruguai. Antes do Mundial ninguém imaginava que a seleção inglesa chegaria para essa partida eliminada e a Costa Rica estaria brigando pela liderança do grupo! Mas foi o que aconteceu. 


Fui para o meu setor sozinho e fiquei na expectativa do jogo. Os ingleses fizeram o aquecimento bem à frente de onde eu estava posicionado. Fiquei bem próximo dos ingleses e confesso que os ver cantando “God Save the Queen” foi um dos pontos altos da Copa. A maneira de torcer dos britânicos também é cativante. Apesar do placar em branco, a partida foi bem movimentada e com boas chances de gol.

O time europeu merecia até ter saído com a vitória, seria um consolo para sua decepcionante campanha no Brasil, mas o empate garantiu o primeiro lugar do grupo para seleção da Costa Rica, que foi a maior surpresa desta Copa, até pelo o que eles continuariam fazendo na competição.


O jogo não foi tão emocionante

Um fato isolado que aconteceu neste jogo: Foi a única vez, entre as partidas em que fui, que se tornou necessária a intervenção militar dentro do estádio para acalmar os ânimos de torcedores ingleses e brasileiros, que chegaram as vias de fato durante a partida. Ao término do jogo pude conversar com alguns torcedores e por estar usando boné e camisa da Inglaterra fui abordado por um brasileiro, que pediu para tirar uma foto comigo, pois o mesmo pensava que eu era gringo. Não ia estragar o barato dele e respondi em inglês que não teria problema. Até elogiei a bandeira do Cruzeiro que ele portava. É Copa do Mundo, tudo é festa!


Após encontrar com o amigo Fernando Martinez e sua esposa Vânia, saímos do estádio e demos uma volta pela Lagoa da Pampulha, lá vimos um inglês mergulhando para se refrescar do calor e outro tentando explicar para filho o que era uma Capivara, coisas que só a Copa do Mundo proporciona.


Na volta para o centro de Belo Horizonte, dentro do ônibus que era disponibilizado para os torcedores, fizemos amizade com o pessoal gente boa da Costa Rica: Marcelo Solis, Rodolfo Arce e Alejandra Alpizar Alvarenga. Prolongamos a noite com boas histórias sobre futebol e acompanhamos os amigos até o terminal rodoviário da cidade, onde fui presenteado com a bandeira da Costa Rica. No caminho descobrimos que no país deles também existe um povo, que assim como os mineiros que quando falam que algum lugar é perto, se prepare, pois a caminhada é longa!

A partir daquele momento, passei a torcer muito pelos “Ticos”. Eu ainda voltaria a revê-los em Brasília, mas combinamos de um dia visitá-los na Costa Rica e ver um jogo da Liga Deportiva Alajuelense, time na qual eles são torcedores. Depois de me despedir dos amigos, era hora de voltar para São Paulo, pois de lá iria para o distrito federal, para outra emocionante partida: Portugal x Gana!


* Luiz Gustavo Folego (na direita), 33 anos, é bancário, mora em Mauá-SP e torce para o Grêmio Mauaense.
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